
Família estava no Rio comemorando o aniversário de uma familiar
Reprodução
Familiares das três colombianas que morreram após a queda de um helicóptero no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio, ainda aguardam a liberação dos corpos no Instituto Médico Legal.
Rocio Cubillos, de 59 anos, a filha dela, Wendy Cubillos, de 37, e a neta, Sofia Murillo, de 17 anos, estavam na aeronave que sobrevoava a região da Vista Chinesa, na manhã do último sábado (8).
Um parente das vítimas, Victor Manrique, diz que a família veio ao Rio de Janeiro para comemorar o aniversário da filha dele. Ele conta que o voo teria duração de 20 minutos e que outros integrantes da família aguardavam no Aeroporto de Jacarepaguá para também embarcar no mesmo helicóptero na sequência. No entanto, eles não retornaram.
Os familiares ainda afirmam que a empresa Voos Rio Panorâmico seguiu realizando os passeios durante a manhã, mesmo após o acidente.
Os corpos foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros já carbonizados. Os parentes estão tentando acesso a exames antigos com os registros das arcadas dentárias das vítimas, para auxiliar na identificação e liberação dos corpos.
O piloto da aeronave também morreu. Alessandro Rocha, de 51 anos, tinha mais de 20 anos de experiência. Ele passou a trabalhar para a Voos Rio Panorâmico há cerca de um mês.
O filho dele, Sven Rocha, diz que eles comemoraram o Dia dos Pais adiantado, na última quinta-feira (6).
O sepultamento de Alessandro está marcado para a tarde desta segunda-feira (10), no Cemitério de São Gonçalo, na Região Metropolitana. Além de Sven, ele também deixa a esposa, uma filha de dois anos e um filho de apenas três meses de vida.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos investiga o acidente. A Polícia Civil diz que está esperando o resutado do inquérito da Aeronáutica para concluir o que aconteceu com a aeronave. Os representantes da empresa serão ouvidos e as condições do helicóptero, assim como do piloto, vão ser verificadas pela corporação.
A empresa Voos Rio Panorâmico afirma que está prestando todo o apoio aos familiares das vítimas e colaborando com as investigações.
A Agência Nacional de Aviação Civil informou que a aeronave estava com o certificado de aeronavegabilidade válido e tinha autorização para realizar Serviço Aéreo Especializado de voo panorâmico, conforme informações do Registro Aeronáutico Brasileiro.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, diz que enviou um ofício para a Anac pedindo a adoção de medidas em relação a fiscalização de empresas e aeronaves que prestam serviços de voos panorâmicos e táxi aéreo na cidade.
No dia 14 de junho, seis pessoas morreram após a colisão de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Em uma delas, em que estavam o produtor brasileiro Lucas Frota, o cantor norte-americano Oliver Tree e o influencer argentino Gaspar Prim, o Cenipa apontou que a aeronave não tinha radar e não foi detectada durante todo o período em que esteve em voo.
Já em janeiro, três pessoas morreram na queda de um helicóptero em Guaratiba, na Zona Oeste.
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