Ciência e tecnologia
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Agentes de IA: Rolando Bonaccorsi examina o preparo das operações

Agentes autônomos dependem menos da tecnologia e mais da organização de processos, dados e governança operacional.

4 min

01/10/2026 16:37 • Atualizado há 8 horas

Agentes de IA: Rolando Bonaccorsi examina o preparo das operações

Arquivo pessoal

O avanço da inteligência artificial tem levado empresas de diferentes setores a acelerar investimentos em agentes capazes de executar tarefas, interpretar informações e apoiar decisões de forma cada vez mais autônoma. No ambiente corporativo, entretanto, a implementação dessas soluções costuma revelar um desafio recorrente: muitas organizações buscam incorporar novas tecnologias antes de preparar adequadamente suas operações para recebê-las.

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A adoção de agentes de IA exige mais do que infraestrutura tecnológica. Processos bem definidos, dados consistentes e integração entre sistemas passam a exercer papel decisivo para que essas ferramentas atuem de maneira confiável. Rolando Bonaccorsi, diretor de operações da Vert Analytics, acompanha projetos voltados à organização de processos e à implementação de soluções de automação. Segundo ele, o desempenho dos agentes está diretamente relacionado ao grau de maturidade operacional das empresas, muito antes da escolha da plataforma utilizada.

Processos estruturados são a base para agentes de IA

Os agentes de inteligência artificial operam a partir das regras, informações e fluxos que encontram dentro da organização. Quando processos apresentam etapas pouco documentadas, decisões dependentes exclusivamente da experiência dos colaboradores ou critérios que variam entre equipes, a automação tende a reproduzir essas inconsistências.

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Antes de ampliar o uso de agentes autônomos, torna-se necessário compreender como cada atividade acontece na prática. Mapear responsabilidades, padronizar procedimentos e identificar exceções permite construir um ambiente mais adequado para que a tecnologia execute tarefas de forma previsível.

Rolando Bonaccorsi explica que a preparação operacional costuma representar uma etapa decisiva do projeto. Em muitos casos, o trabalho de revisão dos processos gera ganhos de eficiência antes mesmo da implementação da inteligência artificial, ao eliminar redundâncias e tornar os fluxos mais claros.

Dados confiáveis e sistemas integrados ampliam o potencial da automação

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Outro fator que influencia diretamente o desempenho dos agentes de IA é a qualidade das informações disponíveis. Empresas frequentemente operam com dados distribuídos entre diferentes plataformas, registros incompletos ou sistemas que não compartilham informações de maneira eficiente.

Quando um agente precisa consultar diversas fontes para executar uma tarefa, inconsistências podem comprometer análises, recomendações e decisões automatizadas. Quanto maior a integração entre os sistemas corporativos, maior tende a ser a capacidade da inteligência artificial de atuar com precisão e continuidade.

Nesse contexto, a preparação tecnológica envolve também a organização dos dados utilizados pela operação. Informações atualizadas, padrões de cadastro e integração entre aplicações reduzem interrupções e favorecem respostas mais consistentes ao longo dos processos.

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Governança operacional acompanha o avanço da inteligência artificial

À medida que agentes de IA assumem atividades mais complexas, cresce também a necessidade de estabelecer critérios claros sobre seu funcionamento. Nem toda decisão deve ser totalmente automatizada, especialmente em processos que envolvem riscos regulatórios, financeiros ou operacionais.

Definir níveis de autonomia, mecanismos de validação e registros das decisões permite acompanhar o comportamento dos agentes ao longo do tempo. A governança deixa de ser uma etapa posterior da implantação e passa a integrar o planejamento desde o início.

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As operações preparadas para trabalhar com inteligência artificial costumam combinar automação e supervisão humana de forma equilibrada. Tal como indica Rolando Bonaccorsi, esse modelo favorece a escalabilidade dos processos sem comprometer rastreabilidade, controle e capacidade de resposta diante de situações fora do padrão.

A preparação operacional reduz riscos e amplia resultados

A implementação de agentes de IA tende a produzir melhores resultados quando ocorre de forma gradual e alinhada às características da operação. Em vez de automatizar um grande número de processos simultaneamente, muitas empresas começam pelas atividades mais estruturadas e ampliam o escopo à medida que consolidam aprendizados.

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Essa abordagem facilita ajustes, reduz impactos sobre a rotina das equipes e permite aperfeiçoar continuamente os fluxos de trabalho. Ao mesmo tempo, cria condições para que novos agentes sejam incorporados sem aumentar a complexidade operacional.

Como considera Rolando Bonaccorsi, sendo executivo de operações e delivery em tecnologia, preparar a operação significa construir uma base capaz de sustentar a evolução da inteligência artificial dentro das organizações. Processos consistentes, dados organizados e critérios claros de governança tornam a adoção da tecnologia mais segura e favorecem sua integração às atividades do negócio.

Assim que os agentes de IA passam a desempenhar um papel cada vez mais relevante nas empresas, a capacidade de estruturar operações ganha importância estratégica. O diferencial competitivo tende a estar menos na velocidade com que novas ferramentas são adquiridas e mais na qualidade da preparação que permite utilizá-las de forma eficiente.

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Nesse cenário, a inteligência artificial deixa de representar apenas uma inovação tecnológica e passa a integrar um movimento mais amplo de transformação operacional. Rolando Bonaccorsi ressalta que organizações que investem na organização de processos, na integração de dados e na governança criam condições mais favoráveis para incorporar agentes de IA de maneira consistente, reduzindo riscos e ampliando o potencial de geração de valor ao longo do tempo.