Ciência e tecnologia

Caos, drogas e o 1º trilhão: a explosiva chegada de Musk aos 55

Infância nerd, família em ruptura, guerra com Trump e IPO da SpaceX moldam o aniversário de 55 anos do trilionário

4 min

28/06/2026 07:00 • Atualizado há 65 dias

Caos, drogas e o 1º trilhão: a explosiva chegada de Musk aos 55

Neste domingo (28), Elon Reeve Musk completa 55 anos, após uma trajetória que vai do desenvolvimento de um videogame aos 12 anos em Pretória, na África do Sul, à condição de primeiro trilionário da história. A trajetória passa por polêmicas sobre drogas, uma família numerosa e fragmentada e embates políticos nos Estados Unidos.

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Nas últimas semanas, Musk voltou ao centro do debate público por alegações de uso de substâncias como ketamina, cocaína e LSD; segundo pessoas próximas ao presidente Donald Trump, o republicano chegou a descrevê-lo em conversas reservadas como "um viciado em drogas de peso".

Da África do Sul ao Vale do Silício: como Musk chegou aos EUA

Nascido em 28 de junho de 1971 em Pretória, Musk é filho do engenheiro Errol Musk e da nutricionista e modelo Maye Haldeman.

Introvertido e fã de ficção científica, ele aprendeu a programar sozinho e, aos 12 anos, criou o jogo Blastar, cujo código vendeu por US$ 500 para uma revista de tecnologia.

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Aos 17 anos, em 1988, ele se mudou para o Canadá, utilizando a cidadania da mãe. O objetivo foi escapar do serviço militar obrigatório imposto a jovens brancos pelo regime do apartheid e abrir caminho para emigrar para os Estados Unidos, o que concretizou anos depois, após estudar na Universidade da Pensilvânia e abandonar um doutorado em Stanford em apenas dois dias.

No Vale do Silício, Musk iniciou sua escalada financeira com a criação da Zip2 e da X.com, que mais tarde se tornaria o PayPal, acumulando capital para apostar em projetos mais ambiciosos, como a Tesla e a SpaceX.

A família de 14 filhos e a ruptura pública com Vivian

Paralelamente à ascensão empresarial, Musk abraçou a tese de que a humanidade enfrenta um colapso demográfico e, com diferentes parceiras, teve ao menos 14 filhos biológicos conhecidos.

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Ele costuma dizer que aumentar a natalidade é parte de sua missão para assegurar o futuro da espécie.

A relação mais conflituosa é com a filha trans Vivian Jenna Wilson, nascida em 2004. Ela se assumiu trans em 2020 e, ao completar 18 anos, em 2022, pediu na Justiça a mudança de nome e gênero, adotando o sobrenome de solteira da mãe e declarando que não queria manter vínculo com o pai "de nenhuma maneira, de nenhum jeito e sob nenhuma forma".

Depois disso, Musk passou a criticar publicamente a transição de Vivian, dizendo ter sido "enganado" e afirmando que a filha teria sido "morta pelo vírus da mente progressista".

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Em resposta, Vivian o chamou de "homem-criança patético" e, em junho de 2026, deixou abruptamente uma entrevista no tapete vermelho em Ibiza, durante evento da grife Desigual, quando um repórter perguntou se o pai era "o melhor".

O caos no DOGE, a briga com Trump e o "America Party"

No campo político, Musk se aproximou de Donald Trump ao investir cerca de US$ 290 milhões na campanha presidencial de 2024. Como recompensa, assumiu em 20 de janeiro de 2025 o comando do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), com a missão de enxugar a máquina pública.

A passagem dele pelo DOGE foi marcada por demissões em massa e reestruturações apressadas, que deixaram agências federais em desordem e obrigaram o governo a readmitir parte dos servidores para recompor funções essenciais. Musk deixou o órgão em 30 de maio de 2025.

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Em junho de 2025, a aliança com Trump ruiu após a aprovação do projeto orçamentário One Big Beautiful Bill Act (que pode ser traduzido como “Grande e Bela Lei”). Musk atacou o pacote, que ampliava o déficit e a dívida pública, classificando-o como "uma abominação nojenta" e levando o embate com o presidente para as redes sociais.

Após ameaças de Trump de cortar contratos governamentais de suas empresas, Musk reagiu ao sugerir que o republicano aparecia nos arquivos de Jeffrey Epstein e publicar um vídeo antigo dos dois em uma festa.

No auge da crise, em 5 de julho de 2025, ele lançou o próprio partido, o America Party, com o objetivo declarado de romper o sistema bipartidário nas eleições de meio de mandato de 2026.

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O primeiro trilionário da história

Apesar dos conflitos, o maior marco recente da trajetória de Musk ocorreu no mercado financeiro.

Em 12 de junho de 2026, a SpaceX abriu capital na Nasdaq, sob o ticker SPCX, em um IPO avaliado em US$ 75 bilhões que fixou o valor de mercado da empresa em cerca de US$ 1,77 trilhão.

As ações saíram a US$ 135, estrearam a US$ 150 e encerraram o primeiro pregão a US$ 160,95, alta de 19,2%.

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Com aproximadamente 41% de participação na SpaceX e 20% das ações da Tesla, Musk viu sua fortuna consolidada chegar a US$ 1,23 trilhão, tornando-se o primeiro trilionário registrado.

O feito rendeu comparações com John D. Rockefeller, o primeiro bilionário do mundo em 1916, e reacendeu o debate sobre concentração de riqueza.

A organização Oxfam America calcula que apenas 10% do patrimônio de Musk seria suficiente para erradicar a pobreza extrema global por um ano, enquanto o empresário reforça que seu foco é levar a humanidade a se tornar multiplanetária.

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