Como ciclone no mar e massa polar derrubam as temperaturas no Sul e Sudeste
A frente fria associada a um ciclone extratropical trouxe ar polar para o Centro-Sul, provocando geada na fronteira com o Uruguai e madrugadas geladas nas serras

O Sul e o Sudeste do Brasil enfrentam uma forte queda nas temperaturas devido à atuação combinada de um ciclone extratropical e de uma intensa massa de ar polar. A frente fria espalhou o ar de origem polar pelo Centro-Sul, resultando em marcas abaixo de 6ºC em quase todo o Sul, temperaturas negativas com geada na fronteira com o Uruguai, além de mínimas entre 5ºC e 10ºC no Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo.
Continua depois da publicidade
O ciclone extratropical responsável pelo fenômeno formou-se na quinta-feira e já está completamente afastado em alto-mar, conforme esclarece a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, em entrevista à BandNews.
A especialista destaca que o efeito atual na costa restringe-se ao mar agitado e a ondas grandes provocadas pelos ventos fortes oceânicos.
Madrugadas mais geladas
O domingo reserva madrugadas ainda mais geladas, com previsões de -1ºC a -3ºC nas áreas mais altas das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O frio rigoroso também alcança o sul de Minas Gerais e o estado do Rio de Janeiro.
Continua depois da publicidade
Entre domingo e segunda-feira, uma injeção mais forte de umidade marítima atinge o leste de São Paulo, o leste do Paraná, o Rio de Janeiro, o Espírito Santo e a zona da Mata Mineira.
Conforme aponta a especialista, essa mudança traz céu nublado e chuvas fracas, porém persistentes, capazes de atrapalhar o trânsito e o deslocamento. A combinação de ausência de sol e frio acentua a sensação térmica na Grande São Paulo e em Curitiba.
Alerta para os impactos do El Niño
Questionada sobre o El Niño, Josélia afirma que o fenômeno está em franco fortalecimento e tem potencial para ser o mais forte desde 1950.
Continua depois da publicidade
Embora não existam dois eventos idênticos, o padrão clássico já se manifesta com o aumento de chuvas no Sul e a redução de precipitações no extremo norte do país, o que pode comprometer a navegação fluvial na Região Norte em 2027.
A meteorologista ressalta que a primavera no Sul tende a ser complexa e marcada por tempestades frequentes devido ao suporte do El Niño à instabilidade.
No Sudeste e no Centro-Oeste, o período exige atenção devido à perspectiva de novas ondas de calor, reforçando a importância do monitoramento meteorológico antecipado por parte das autoridades e da população.
Fique por dentro das últimas
notícias
