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Ciência e tecnologia
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Como a Contabilizei transformou a inteligência artificial em cultura

Empresa de contabilidade colhe resultados mensuráveis em toda a operação

5 min

23/10/2026 15:27 • Atualizado há 4 horas

Como a Contabilizei transformou a inteligência artificial em cultura

Divulgação

Para uma empresa que cresce em média 35% ao ano, inovar não é mais diferencial, faz parte do DNA. A Contabilizei, maior escritório de contabilidade para micro e pequenas empresas do Brasil, partiu de uma premissa que vai na contramão do discurso predominante sobre IA nas empresas: a tecnologia não veio para substituir pessoas, mas para impulsionar a capacidade humana de gerar impacto real. "A verdadeira transformação digital acontece de dentro para fora", define a CTO da companhia em seu posicionamento sobre o tema, Isela Macía.

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Foi com essa lógica que, em 2025, a Contabilizei lançou o Impulsiona IA, um programa corporativo de desenvolvimento em inteligência artificial desenhado para capacitar todos os seus mais de 1.800 colaboradores, os chamados internamente de "guardiões", no uso prático de ferramentas de IA. Não como um projeto piloto. Não como iniciativa restrita ao time de tecnologia. Como uma decisão estratégica de escala total, ancorada na cultura de melhoria contínua que a empresa resume em uma frase: ser 1% melhor a cada dia.

A filosofia por trás da iniciativa

Antes de falar em números, vale entender o que diferencia a abordagem da Contabilizei. A empresa parte de quatro princípios claros sobre como trata o tema de IA internamente.

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  • O primeiro é o de crescimento com valor humano: a empresa foca em desenvolver e impulsionar os talentos internos para que a tecnologia atue como aliada estratégica na otimização e inteligência de rotinas e processos, não um mecanismo de redução de quadro;
  • O segundo é o foco no cliente: a qualidade e a experiência do micro e pequeno empreendedor vêm em primeiro lugar e a IA é aplicada para ampliar essa entrega, garantindo melhores soluções e experiência para os clientes;
  • O terceiro é inovação e competitividade de mercado: em um cenário onde fundos de investimento globais já priorizam empresas com alto nível de adoção de IA, empresas com uso de IA captaram 46% dos investimentos de Venture Capitals em 2025, não evoluir é perder posição;
  • O quarto é a otimização e simplificação de rotinas: ao automatizar tarefas manuais e repetitivas, a tecnologia liberta os profissionais para o que o cliente mais precisa e valoriza, como criatividade, empatia, pensamento crítico e cuidado genuíno.

A solução: estrutura, metodologia e dois programas complementares

O Impulsiona IA organizou a jornada de capacitação em três camadas, seguindo a metodologia 70/20/10: 10% de conteúdo síncrono e assíncrono com trilha obrigatória de 10 cursos, cobrindo desde a construção de prompts generativos até o uso das ferramentas de Gemini; 20% de encontros síncronos com especialistas internos e externos; e 70% de aplicação prática, com desafios reais e compartilhamento de cases entre equipes para que o conhecimento gerado se torne patrimônio coletivo da companhia.

A capacitação foi segmentada em quatro grupos por nível hierárquico, de C-level a aprendizes, e executada em ondas ao longo de cinco meses, entre agosto e dezembro de 2025, com 14 turmas de treinamento síncrono.

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Além desses treinamentos, para sustentar a mudança, a empresa criou o AI Champions: programa que selecionou 26 profissionais de áreas de negócio (operações, regulatório, financeiro, aquisição, pessoas e cultura), completamente fora do time de tecnologia, e os capacitou em ferramentas avançadas de IA para atuar como multiplicadores autônomos.

A lógica é bastante estratégica: descentralizar a inovação, permitindo que cada área construa as suas próprias soluções de IA sem depender da área técnica. A liderança ativa é condição fundamental nesse modelo: os líderes abrem espaço para o aprendizado, incentivam a experimentação responsável e guiam as equipes na transformação.

Todo o ecossistema é sustentado por uma governança em IA que garante que o uso de dados, ferramentas e automações siga critérios rígidos de segurança, ética e conformidade legal, condição para que a confiança que os clientes depositam na empresa seja preservada em cada passo.

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Números que mostram a evolução

Os resultados mostram que a adoção foi muito além da participação nos treinamentos: 100% da companhia treinada e com acesso liberado às ferramentas de IA. 100% dos colaboradores com licença ativa nas plataformas de desenvolvimento em IA, totalizando 2.177 horas de treinamentos assíncronos concluídos. 85% da companhia usando o Gemini ativamente. A média de dias de uso cresceu 57% no período e 38% dos colaboradores que não utilizavam nenhuma ferramenta de IA em julho passaram a usar regularmente até dezembro de 2025. O uso médio das ferramentas de IA cresceu 200% entre julho e dezembro de 2025.

Em 2026, os indicadores continuaram avançando: 66% dos colaboradores passaram a usar as ferramentas ao menos uma vez ao dia, 87% relataram que as ferramentas do Gemini contribuem para o aumento da qualidade e velocidade das suas entregas no dia a dia, e o uso do Gemini App cresceu 40% entre janeiro e maio.

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No programa AI Champions, os 26 profissionais selecionados mapearam 64 oportunidades de automação e melhoria de processos em suas áreas, desenvolveram seis agentes de IA em fase de teste e conduziram mais de oito sessões de cases e fóruns com apresentação de boas práticas para toda a empresa.

A jornada da Contabilizei com a inteligência artificial é a materialização da cultura da empresa. Ela exige o cliente no centro de cada decisão, visão de dono para otimizar produtos, construção conjunta para criar novas soluções e a franqueza necessária para evoluir constantemente.

Com o programa Impulsiona IA, a democratização das ferramentas e o engajamento dos times, a Contabilizei reafirma o seu papel de liderança e transformação. “E, assim, segue crescendo de forma consistente, unindo a potência da inovação tecnológica ao valor do atendimento humano para continuar simplificando a vida de quem empreende no país”, afirma.

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De acordo com a CTO, o exemplo da Contabilizei é relevante porque desfaz dois mitos frequentes nas narrativas sobre IA corporativa. “O primeiro é o de que a transformação começa pelo produto entregue ao cliente. Aqui ela começa pelo desenvolvimento interno dos profissionais, com o cliente como bússola, não como laboratório. O segundo é o de que inovação em IA é assunto do time de tecnologia. Aqui os maiores multiplicadores são profissionais de operações, regulatório, financeiro e aquisição, habilitados a construir soluções de forma autônoma”, explica.

“O resultado mais estratégico do programa não está nos percentuais de adoção, expressivos como são. Está na mudança cultural que eles revelam: uma empresa onde a inteligência artificial deixou de ser ferramenta de um departamento para se tornar a linguagem de toda a organização”, reforça Isela Macía.