Fóssil do dinossauro brasileiro Irritator challengeri voltará ao Brasil
Réplica em tamanho real do dinossauro encontrado no Ceará será exposta em Santa Catarina

Um dinossauro brasileiro que passou mais de três décadas na Alemanha e está em processo de repatriação também pode ser visto em Santa Catarina. Uma réplica em tamanho real do Irritator challengeri, espécie descoberta a partir de um crânio encontrado na Chapada do Araripe, no Ceará, faz parte do percurso do Parque Aventura Jurássica, em Balneário Camboriú, que completa três anos neste mês.
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O original está desde 1991 no Museu Estadual de História Natural de Stuttgart. Em abril deste ano, Brasil e Alemanha anunciaram a devolução. O retorno ainda depende de procedimentos administrativos e da logística de transporte. Quando chegar ao Brasil, a peça deverá seguir para o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, no Ceará.
Antes de chegar à Alemanha, o crânio passou por alterações que acabaram dando nome ao dinossauro. Partes foram modificadas para que parecesse mais completo e tivesse maior valor comercial. O focinho foi alongado artificialmente e recebeu preenchimentos, o que dificultou o trabalho dos pesquisadores.
A irritação causada pelas adulterações foi parar no nome escolhido pelos cientistas: Irritator. Descrita em 1996, a espécie viveu no território brasileiro durante o período Cretáceo.
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Em Balneário Camboriú, o Irritator está entre mais de 100 espécies pré-históricas representadas em tamanho real no Aventura Jurássica, um dos maiores parques temáticos de dinossauros do Brasil. Aberto ao público em 23 de setembro de 2023, o espaço recebeu mais de 1,5 milhão de pessoas desde a abertura, de acordo com o Grupo Oceanic, gestor da atração.
De um ovo de dinossauro a um mosquito de 23 milhões de anos
O Museu de Paleontologia reúne cerca de 100 peças. Entre elas está um ovo original de hadrossauro com aproximadamente 80 milhões de anos. Herbívoros, esses animais ficaram conhecidos como dinossauros “bico de pato” pelo formato do focinho.
O acervo guarda ainda um mosquito preservado em âmbar há cerca de 23 milhões de anos. O inseto ficou aprisionado na resina de uma árvore, que se transformou ao longo do tempo e conservou o animal em seu interior.
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Outra peça chama a atenção pelas dimensões: um crânio de Mosassauro (Thalassotitan atrox) com 1,20 metro de comprimento. O réptil marinho habitava os oceanos no fim do Cretáceo, na mesma época dos dinossauros.
Fora do museu, o passeio segue por uma trilha com espécies pré-históricas em tamanho real. Cinema interativo, passeio de bote, tirolesa, arvorismo, escalada e atividade de mineração também fazem parte da programação.
