Google lança Googlebook, novo notebook com IA integrada por US$ 899
A inteligência artificial deixou de ser apenas um recurso opcional nos navegadores e passou a habitar o centro do sistema operacional dos computadores. A

A inteligência artificial deixou de ser apenas um recurso opcional nos navegadores e passou a habitar o centro do sistema operacional dos computadores. A Google anunciou a abertura da pré-venda global de sua nova aposta de peso no mercado de hardware: a linha Googlebook. Custando a partir de US$ 899 (cerca de R$ 5 mil em conversão direta, sem impostos), os novos dispositivos chegam para redefinir o espaço tradicional dominado por Windows e MacBooks, mirando especialmente o vasto mercado educacional e profissionais que buscam produtividade fluida.
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Diferente dos tradicionais Chromebooks — voltados para o consumo básico e custo reduzido —, os Googlebooks nascem com uma proposta premium. Rodando uma evolução do ecossistema que une a versatilidade do Android OS à familiaridade do ChromeOS com versão desktop, os aparelhos têm como grande diferencial a integração nativa com o Gemini.
Inteligência artificial na ponta dos dedos
O grande trunfo do Googlebook não está apenas nas especificações de hardware, mas na forma como o usuário interage com a máquina. Entre os recursos de destaque está o Magic Cursor, um ponteiro inteligente que serve como um canal direto para a IA. Com ele, é possível destacar textos em páginas web para análises instantâneas, passar o mouse sobre e-mails para verificar riscos de segurança ou selecionar imagens e pedir combinações visuais complexas.
Outro recurso elogiado é o Rambler, uma ferramenta de ditado avançada projetada para organizar "chuvas de ideias" (brain dumps) e transcrições confusas em textos coesos e prontos para uso. O ecossistema também traz widgets dinâmicos configurados por linguagem natural e ferramentas conhecidas, como o Gemini Live.
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Construção de alto padrão e parceria com gigantes
Para garantir que o hardware acompanhe a ambição do software, a Google fechou parcerias estratégicas com as principais fabricantes do setor: Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo.
Os modelos topo de linha trazem acabamentos em alumínio, liga de magnésio e fibra de carbono, além de especificações robustas:
- Telas: Painéis OLED de até 2,8K com taxas de atualização elevadas.
- Desempenho: Processadores de última geração da Intel e da Qualcomm, equipados com Unidades de Processamento Neural (NPUs) dedicadas a tarefas de inteligência artificial.
- Autonomia: Promessa de até 14 horas de bateria longe da tomada.
- Durabilidade: A Google garantiu atualizações regulares de software e segurança por até 10 anos.
Estratégia de longo prazo e mercado educacional
A investida da Google vai muito além de vender novos eletrônicos. Com cerca de 50 milhões de Chromebooks presentes em escolas e universidades ao redor do mundo, a empresa planeja migrar gradualmente essa base de estudantes e educadores para o ecossistema impulsionado pelo Gemini.
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O pacote inicial de US$ 899 inclui 12 meses de assinatura do Google AI Pro (com 5 TB de armazenamento em nuvem e ferramentas avançadas do Gemini), além de bonificações temporárias de serviços parceiros como YouTube Premium e Adobe Photoshop.
Disponibilidade
A pré-venda dos aparelhos já está aberta em mercados selecionados, com lançamento oficial nas lojas americanas agendado para o dia 4 de outubro, seguido por países da Europa e Oceania em 5 de outubro.
Até o momento, a Google não confirmou datas oficiais de lançamento ou preços sugeridos para o mercado brasileiro. No entanto, devido ao posicionamento premium da linha e à carga tributária de importação, o dispositivo deverá chegar ao país posicionado na faixa de computadores portáteis de alto desempenho.
