Ciência e tecnologia
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IA já influencia vendas no turismo e muda a forma de planejar férias

Rede hoteleira com negócios em Foz do Iguaçu e Curitiba prepara mudanças no atendimento e nos serviços até 2031.

4 min

28/10/2026 10:05 • Atualizado há 1 hora

IA já influencia vendas no turismo e muda a forma de planejar férias

Grupo Mabu investe em tecnologia para integrar serviços de hospedagem, lazer e atendimento aos turistas.

Foto: Gerada por IA

A inteligência artificial já está influenciando as vendas do Grupo Mabu, que atua nos setores de hotelaria, turismo e entretenimento no Paraná. A empresa afirma que ferramentas de IA já aparecem como origem de vendas de seus serviços, mostrando uma mudança na maneira como os consumidores pesquisam, escolhem e contratam experiências de viagem.

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Com negócios em Foz do Iguaçu e Curitiba, o grupo também prepara um plano tecnológico para o período de 2027 a 2031, que prevê integração de sistemas, automação de serviços e utilização de dados para oferecer atendimento mais personalizado aos turistas.

O avanço da tecnologia está mudando uma etapa importante do turismo: o planejamento das férias. Antes de escolher um hotel, o consumidor pode consultar ferramentas de inteligência artificial para comparar hospedagens, organizar passeios e encontrar opções de acordo com o orçamento, o perfil da família e os interesses de cada viajante.

Em Foz do Iguaçu, por exemplo, uma família pode solicitar à IA um roteiro que inclua as Cataratas do Iguaçu, um parque aquático e períodos de descanso. A ferramenta pode reunir essas preferências e apresentar sugestões de viagem.

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Empresas querem aparecer nas recomendações da IA

Para o setor hoteleiro, a mudança representa uma nova maneira de conquistar clientes. Além de aparecer nos mecanismos tradicionais de busca, os hotéis precisam organizar suas informações para que os serviços oferecidos sejam compreendidos pelas ferramentas de inteligência artificial.

Segundo João Biancardi, diretor de Marketing, CRO e Experiência do Cliente do Grupo Mabu, o desafio é participar das pesquisas realizadas pelos turistas antes mesmo da reserva.

“Precisamos estar presentes nas perguntas que antecedem a reserva: onde ficar com crianças, como combinar descanso e diversão ou o que fazer no destino. Além do SEO, novas práticas evoluem nossa estratégia digital para que nossa marca e conteúdos sejam relevantes e citados pelas IAs, como o GEO e AEO, sempre apoiando na construção dessa presença”, afirma.

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A empresa informa que já registra vendas originadas em ferramentas de inteligência artificial. No entanto, o material divulgado não apresenta a quantidade de vendas, quais plataformas participaram das conversões ou a participação desse canal no faturamento.

Grupo Mabu prepara mudanças até 2031

O planejamento tecnológico do Grupo Mabu prevê conectar informações de diferentes negócios, como o Mabu Thermas Grand Resort, o parque aquático Blue Park e o My Mabu, em Foz do Iguaçu, além do Mabu Curitiba Business.

A proposta é criar uma identidade digital única para os clientes, permitindo que as diferentes operações reconheçam o histórico e as preferências dos consumidores.

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Parte da infraestrutura de identificação já está sendo testada no Blue Park.

Na prática, o grupo pretende utilizar essas informações para oferecer serviços mais adequados ao perfil de cada visitante. Uma família que frequentou o parque aquático, por exemplo, poderá receber ofertas de hospedagem ou conhecer outras experiências disponíveis.

“A inteligência comercial passa a trabalhar o valor desse relacionamento ao longo do tempo. Podemos identificar, por exemplo, quando uma família que visitou o Blue Park apresenta maior propensão para se hospedar no Mabu Thermas ou conhecer o modelo de propriedade compartilhada”, explica Biancardi.

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Tecnologia também pode reduzir filas e facilitar atendimento

As mudanças previstas não estão limitadas às reservas. O planejamento inclui iniciativas de automação de filas e recargas no Blue Park, pagamentos automatizados e o desenvolvimento de um canal digital integrado para diferentes momentos da viagem.

O objetivo é reduzir etapas burocráticas e facilitar o acesso aos serviços durante a hospedagem ou visita ao parque.

O grupo também pretende utilizar informações coletadas antes, durante e depois da experiência para identificar problemas, como demora no check-in, dificuldades nas recargas e atrasos no atendimento.

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“Quando automatizamos etapas mecânicas, os colaboradores ganham tempo e contexto para praticar a hospitalidade. A tecnologia não substitui o acolhimento humano, ela facilita e potencializa”, afirma Biancardi.

Inteligência artificial ganha espaço no turismo

O Grupo Mabu também trabalha na integração da presença digital de seus negócios em um site único, com opções de reserva distribuídas ao longo da navegação.

A estratégia busca facilitar o caminho entre a pesquisa realizada pelo consumidor, a escolha da hospedagem e a contratação dos serviços.

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Embora parte das mudanças ainda esteja em planejamento ou fase de testes, a empresa afirma que já identifica resultados comerciais associados à inteligência artificial.

Para o setor turístico, o cenário apresentado pelo grupo mostra como as ferramentas de IA começam a participar não apenas da organização das férias, mas também das decisões de compra dos viajantes.

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