INPE amplia uso de inteligência artificial no combate ao desmatamento
Com aporte do Fundo Amazônia, instituto em SJCampos quer acelerar fiscalização e aumentar a precisão de dados ambientais

INPE amplia uso de inteligência artificial no combate ao desmatamento
TV Band Vale
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), localizado em São José dos Campos, vai ampliar o uso de inteligência artificial para detectar focos de desmatamento na Amazônia e no Cerrado, conforme anunciado após a divulgação dos dados de monitoramento do período entre agosto de 2025 e julho de 2026.
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O projeto conta com um investimento de cerca de R$ 146 milhões vindo do Fundo Amazônia (aproximadamente R$ 150 milhões ao longo de cinco anos) e tem como objetivo aperfeiçoar a precisão das imagens e acelerar o envio de informações para os órgãos de fiscalização em campo.
Queda histórica no desmatamento
A expansão tecnológica ocorre em um momento de resultados positivos no combate à devastação ambiental. No último período analisado pelo INPE, a área desmatada na Amazônia caiu de 5.731 km² para 3.333 km², representando uma redução de 41,8% — a menor taxa registrada na série histórica iniciada em 1988.
O bioma do Cerrado também apresentou queda expressiva de 23,8%, com índice pouco superior a 5.500 km², atingindo o menor valor desde o início de sua medição, em 2001.
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União entre inteligência artificial e capacidade humana
Apesar dos avanços trazidos pelos algoritmos, pesquisadores do INPE destacam que a tecnologia depende fundamentalmente da capacidade técnica humana. A seleção qualificada das amostras por especialistas é o que garante a eficiência da inteligência artificial, evitando diagnósticos imprecisos ou incorretos durante o mapeamento das florestas.
Reflexos diretos na região do Vale do Paraíba
A preservação dos biomas nacionais traz impactos diretos para o Vale do Paraíba. Especialistas ambientais alertam que as florestas da Amazônia e a vegetação do Cerrado regulam a circulação de ventos, a pressão atmosférica e o regime de chuvas em todo o país, influenciando diretamente a disponibilidade hídrica e os períodos de estiagem nas cidades da região.
