Ministério das Comunicações debate implantação da TV 3.0 no Brasil
O secretário de Radiodifusão do MCom, Wilson Wellisch, destacou o potencial da nova tecnologia

A implementação da TV 3.0 no Brasil foi o tema de um webinar internacional realizado nesta quarta-feira (2) pela ATSC, comitê global responsável pelo desenvolvimento de padrões para a transmissão de televisão digital e multimídia. Representando o Ministério das Comunicações, o secretário de Radiodifusão, Wilson Wellisch, enfatizou que a modernização da televisão aberta é um passo indispensável para assegurar a relevância do setor no cenário digital.
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A nova geração da televisão aberta une o sinal tradicional a recursos avançados de conectividade, viabilizando conteúdos sob demanda, aplicações interativas e novos formatos. "A TV 3.0 cria condições para inovação e para novas regras e novas receitas, ao mesmo tempo em que preserva o acesso universal e gratuito, a responsabilidade editorial e o cumprimento das normas de proteção de dados e de defesa do consumidor", pontuou Wellisch.
Para o secretário, o principal compromisso governamental é assegurar que a transição tecnológica resulte em serviços mais inclusivos. Ele reforçou que a televisão aberta permanece como uma infraestrutura pública essencial, oferecendo jornalismo profissional, produção regional, acessibilidade e alertas de emergência.
Pluralismo, Soberania e Privacidade
Durante o evento, os debates também tocaram nos desafios impostos pelas plataformas digitais à sustentabilidade da TV aberta. Wellisch classificou o tema como uma questão de soberania e pluralismo da comunicação nacional.
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"A política pública brasileira não busca impedir a concorrência ou garantir resultados comerciais para as emissoras, mas criar condições para garantir que as mudanças na forma de consumo não façam com que os serviços gratuitos de interesse público se tornem mais difíceis de encontrar", explicou.
A segurança das informações também integrou a pauta. Com a convergência entre radiodifusão e internet, a TV 3.0 possibilitará a personalização de conteúdos e publicidade direcionada, exigindo total adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O secretário destacou que o decreto presidencial da TV 3.0 obriga as emissoras a aplicarem o conceito de privacidade desde a concepção. A fiscalização caberá à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), em conjunto com o Ministério das Comunicações e a Anatel.
Qualidade de Imagem, Som e Facilidade de Acesso
O secretário ressaltou que a evolução tecnológica vai muito além de um salto na resolução de imagem. "Qualidade não significa apenas adicionar pixels. Também é importante garantir uma recepção robusta, utilizar o espectro de forma mais eficiente, oferecer um som claro e imersivo, além de proporcionar experiências diferentes em termos de acessibilidade", afirmou.
Para assegurar que o público encontre facilmente os conteúdos gratuitos, o decreto da TV 3.0 estabelece regras de destaque para a televisão aberta nos novos dispositivos. Entre as medidas previstas estão a inclusão do aplicativo principal da DTV+ na primeira posição da tela inicial dos aparelhos e a disponibilização de um botão dedicado diretamente no controle remoto.
