Ciência e Tecnologia

Do ‘tijolão’ ao smartphone: 35 anos da chegada do 1º celular ao Brasil

Motorola PT-550, o icônico “tijolão”, inaugurou a era da telefonia móvel no Rio de Janeiro; serviço analógico custava caro e era restrito ao público carioca

Da redação
DA REDAÇÃO

10/12/2025 • 09:06 • Atualizado em 10/12/2025 • 09:06

Motorola PT-550, celular "Tijolão"

Motorola PT-550, celular "Tijolão"

Reprodução

O primeiro serviço de telefonia celular no Brasil foi lançado em dezembro de 1990, na cidade do Rio de Janeiro. O marco, que iniciou a revolução das comunicações móveis no país, foi realizado pela Telerj (Telecomunicações do Rio de Janeiro), que na época era a operadora estatal responsável pela capital fluminense.

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A tecnologia inaugural utilizada no serviço era analógica, padronizada como AMPS (Advanced Mobile Phone System). O uso da telefonia móvel, no entanto, era restrito ao Rio de Janeiro e tinha um custo muito elevado, limitando o acesso a um público de alto poder aquisitivo.

O “Tijolão” da Motorola

O aparelho que se tornou o ícone deste lançamento e é amplamente reconhecido como o primeiro celular comercializado para o público brasileiro foi o Motorola PT-550. Devido ao seu tamanho e peso, o modelo rapidamente ganhou o apelido popular de "tijolão".

O custo do aparelho e do serviço para a época era considerado muito alto. Embora o texto não detalhe os valores, a escassez de ofertas e o caráter inovador da tecnologia tornavam a posse de um celular um símbolo de status e poder financeiro.

A expansão do serviço de telefonia celular para a capital paulista, São Paulo, ocorreu dois anos depois. A Telesp, a operadora estatal de São Paulo, iniciou o serviço no estado em 1992.

A era da tecnologia analógica

A escolha pela tecnologia AMPS (Advanced Mobile Phone System) caracterizou a primeira fase da telefonia móvel no Brasil. Este padrão analógico era o mais avançado disponível para a época, mas rapidamente seria substituído por tecnologias digitais mais eficientes e acessíveis.

O lançamento do celular no Rio de Janeiro em 1990 foi um passo crucial para a modernização das telecomunicações brasileiras. A iniciativa, apesar de inicialmente restrita, pavimentou o caminho para a massificação da telefonia celular, que viria a ocorrer nas décadas seguintes.

A partir desse momento, a comunicação deixou de ser fixa e restrita, abrindo espaço para a portabilidade e a conectividade que definem a sociedade moderna. A jornada do "tijolão" ao smartphone atual é um reflexo direto dessa evolução, iniciada pela Telerj no final de 1990.

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