A 'corrida dos sigilos' para ver quem será o menos desonesto
Andreazza avalia que troca de acusações entre candidatos tem pouco efeito sobre a conquista de votos
O âncora e colunista Carlos Andreazza analisa a disputa entre os candidatos à Presidência em torno da abertura de sigilos e classifica a estratégia como a “guerra do desde que”, em que cada lado condiciona a própria iniciativa à atitude do adversário. A nova rodada de cobranças no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça a troca de acusações entre as campanhas.
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Para Andreazza, a disputa alimenta o voto negativo e fica restrita às bolhas políticas, com pouco efeito na conquista de eleitores. O colunista avalia que a estratégia pode ter utilidade para induzir o adversário ao erro, mas não apresenta potencial para ampliar a votação ou convencer novos eleitores.
Andreazza também destaca que a abstenção pode ser decisiva no segundo turno. Historicamente, a participação costuma se manter ou cair em relação ao primeiro turno. A exceção ocorreu em 2022, quando a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu mobilizar eleitores com a estratégia de frente ampla contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o colunista, a atual disputa em torno dos sigilos não deve estimular a ida às urnas no domingo (25).
