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Elas que comandam a pista: a força feminina na música eletrônica

Com mais espaço, reconhecimento e protagonismo, as mulheres DJs redefinem a cena eletrônica, e a pista ganha com isso

5 min

02/10/2026 12:36 • Atualizado há 22 dias

Elas que comandam a pista: a força feminina na música eletrônica

Mulher tocando em festa

Divulgação

A música eletrônica sempre foi um mundo de batidas, luzes e muita energia. Mas tem uma mudança rolando nas pistas que vai muito além do som: as mulheres tão tomando conta. De festivais gigantes a clubs do interior, de produtoras que lançam hits mundiais a DJs que misturam funk com eletrônico, a presença feminina tá mais forte do que nunca — e isso é muito bom pra cena.betimelapse.

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As gigantes internacionais

ANNA - Foto: iU Mag

ANNA - Foto: iU Mag

Icon Underground Magazine

Não dá pra falar de mulheres na eletrônica sem citar ANNA, a brasileira que virou referência mundial em techno. Com mais de 20 anos de carreira, ela já tocou nos maiores festivais do planeta e inspira uma geração inteira de produtoras.

Do lado de cá do Atlântico, nomes como Charlotte de Witte (Bélgica), Nina Kraviz (Rússia) e Peggy Gou (Coreia do Sul) mostram que a eletrônica é mesmo uma linguagem global — e que as mulheres tão na frente desse movimento.

A ucraniana Korolova é outro nome que não para de crescer. Especialista em melodic techno e progressive house, ela já tocou no Tomorrowland, EDC Las Vegas, Ultra Music Festival e, em 2023, fez mais de 100 shows em 50 países. Em 2023, ela ainda lançou seu próprio selo, o Captive Soul, e em 2026 voltou ao palco do Tomorrowland Bélgica com set próprio.

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A canadense BLOND:ISH (Vivie-ann Bakos) é uma das DJs mais versáteis da cena. Residente do Pacha Ibiza, ela fez história como primeira DJ mulher headliner do club e em 2026 conquistou seu primeiro #1 na Billboard Dance Airplay com "Lovers on the Dancefloor". Além disso, fez remixes oficiais para Taylor Swift e Madonna e é fundadora da ONG Bye Bye Plastic.

A britânica Sam Divine, conhecida como "Rainha da Defected Records", é uma das maiores nomes do house mundial. Vencedora do DJ Awards 2024 como Best House DJ, ela tem residência em Ibiza (agora no Hï Ibiza) e em 2025 lançou seu próprio selo, o 555.

Pioneiras brasileiras que abriram caminho

Antes de tudo isso explodir, já tinha mulher fazendo história por aqui. Ekanta, uma das fundadoras do Universo Paralello, é uma das mães do psytrance brasileiro e segue inspirando novas gerações.

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Eli Iwasa

Eli Iwasa

Foto: Mixmag Brasil

Eli Iwasa é outro nome que merece respeito. Com 25 anos de carreira, ela ajudou a moldar a cultura clubber no Brasil desde os tempos do lendário Lov.e Club, nos anos 90. Já tocou em Rock in Rio, Lollapalooza, Time Warp e hoje vive sua fase de maior circulação internacional — em 2026, inclusive, estreou na Austrália.

A carioca Nana Torres é destaque da cena underground do Rio de Janeiro. Vencedora do prêmio Revelação na Rio Music Conference (2013) e eleita Melhor DJ Mulher no Sound Awards (2016), ela já se apresentou em 6 países da Europa e tocou no Burning Man (EUA), abrindo caminho para novas DJs de techno e tech house no Brasil.

A paulistana Tricy (Patricia Bender) é DJ e apresentadora da rádio Energia 97 FM, onde foi residente por 6 anos. Com sets que misturam clássicos da house, hits atuais e mashups exclusivos, ela é DJ oficial de grandes marcas como Adidas, Audi, BMW, Mercedes-Benz e Netflix, mostrando que a mulher tem espaço em todos os segmentos da eletrônica.

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Junto com elas, Sonia Abreu e Andrea Gram também foram essenciais pra construir a base que a gente vê hoje.

A nova geração que tá conquistando o mundo

Carol Fávero

Carol Fávero

Foto: Eletro Vibez

Se antes era raro ver mulher no line-up de festival grande, hoje a coisa mudou. Carol Fávero é um dos nomes mais quentes do tech house brasileiro. Ela já lançou pela Lady of the House, foi a primeira mulher brasileira a lançar pela Club Sweat Records e já dividiu palco com Vintage Culture, Mochakk e James Hype.

Clementaum, vencedora do WME 2024 como melhor DJ, e Danny Albuquerque, que tem mais de 429 milhões de visualizações no YouTube, mostram que o espaço é delas.

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Da Bahia, Anne Louise tá levando o som brasileiro pra mais de 30 países, misturando funk, referências baianas e eletrônica numa química que tá funcionando demais.

Representatividade em todo o Brasil

E não são só os grandes nomes. A cena brasileira tá cheia de talento espalhado por todo o país. Tata Gabriela, de Valinhos (região de Campinas), já tocou em festivais como Ame Laroc e representa a força do interior que tá formando novos talentos.

Em Campinas, Duda Salles (Bruna Eduardo) vem surpreendendo a pista com sets únicos de house e tech house, marcando presença em festivais e clubs do interior paulista.

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No cenário nacional, Ashibah e Mila Journée tão marcando presença em festivais como Só Track Boa e grandes eventos pelo Brasil, mostrando que a representatividade feminina tá em todo lugar.

Por que isso é importante

Mais mulheres na pista significa mais diversidade, mais som diferente, mais representatividade. Projetos como o "V.A. New York" da VouC Records, que reúne só produtoras brasileiras, mostram que o movimento é real e veio pra ficar.

Festivais tão buscando line-ups mais equilibrados, clubs tão abrindo espaço e o público tá respondendo. A eletrônica sempre foi sobre união, liberdade e expressão — e agora tá ficando ainda mais completa com as mulheres no comando.

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O futuro é delas

De ANNA a Carol Fávero, de Eli Iwasa a Tata Gabriela, de Ekanta a Clementaum, de Korolova a BLOND:ISH, de Sam Divine a Nana Torres, de Duda Salles a Tricy, de Anne Louise a Ashibah: a pista também é delas. E que bom que é. Porque quando a cena ganha mais vozes, ela ganha mais cor, mais ritmo e mais vida.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

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