Eduardo Oinegue
Jornal da Noite

A eleição acabou e ninguém avisou os candidatos

Veja no comentário do âncora do Jornal da Band, Eduardo Oinegue

3 min

26/10/2026 22:27 • Atualizado há 2 horas

A eleição acabou e ninguém avisou os candidatos

Eduardo Oinegue

Band

Será que os candidatos não entenderam que a eleição acabou? Será que Lula não entendeu que a eleição acabou? Será que Flávio não entendeu que a eleição acabou? Lula venceu e Flávio perdeu. Os dois protagonizaram a eleição mais baixa de todos os tempos, mais cheia de mentiras, mais vazia de ideias.

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Mas apesar disso tudo, o resultado final saiu. Lula foi reeleito. E Flávio foi derrotado. E quando a gente achava que essa loucura chegaria ao fim com o fechamento das urnas, aparece Lula de um lado e Flavio do outro falando ainda como candidatos.

No discurso da vitória feito ontem à noite, quando se esperava do ganhador uma palavra de inspiração para o país, um pronunciamento mirando no futuro e pedindo desculpas pelos excessos de parte a parte, Lula reservou um tempo para atacar -- de novo – o adversário Flávio Bolsonaro, se referindo a ele como “representante geuníno do milicianismo”.

E disse mais: “Nunca imaginei que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez, como se não tivesse dentro dele uma célula de humanismo, parece tudo falso”. E Flávio, que discursou pouco depois? Ele poderia ter dado um show na despedida desse processo eleitoral, uma aula de civilidade reconhecendo a derrota e cumprimentando o vencedor.

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Mas ele fez o quê em vez disso? Atacou o Supremo, acusou o ministro Cristiano Zanin de interferir na eleição e anunciou a intenção de judicializar o resultado. E ainda brindou o país com a seguinte frase. Olha o nível: “Tem muita coisa para ser esclarecida antes que o Brasil simplesmente reconheça essa sacanagem que ocorreu agora nas eleições.”

Hoje ele gravou um videozinho. Quando eu abri, achei que fosse ver uma versão ajustada. Imagina. Veio mais pancada. Disse que pela primeira vez na história um ministro do STF atropelou o TSE e prorrogou as eleições até às 7 horas da noite, afirmou que ninguem consegue entender o que aconteceu nesse intervalo de tempo.

E que isso precisa ser esclarecido. Que se fosse o contrario, que se um ministro indicado pelo Bolsonaro fizesse o mesmo, Lula não reconheceria a vitória dele. Aí denunciou a maior compra de votos da história das eleições do Brasil, um abuso do poder político e econômico sem precedentes, um total desequilíbrio na disputa eleitoral.

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E que por isso ele iria pedir a cassação da chapa do Lula. Aí contou que foi intimado pela Policia Federal a entregar o passaporte e que estava impedido de deixar o país e que isso era uma clara tentativa de intimidaçào. Ai disse que o PT quer destruir o país. Que o dolar disparou, que bolsa desabou.

Que a tendência é a economia ruir, a inflação explodir e o resto de liberdade de expressão que nos resta ser encerrado nas redes sociais.E que ele vai reunir os deputados e senadores eleitos contra a barbárie que já está desenhada. Uma democracia não se constrói com teorias, mas com gestos e palavras. E olha os gestos e palavras dos protagonistas ue marcaram esta eleição.

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