Eduardo Oinegue

Chega de palhaçada? A eleição acabou

Veja no comentário do âncora do Jornal da Band, Eduardo Oinegue

2 min

29/10/2026 21:41 • Atualizado há 1 hora

Chega de palhaçada? A eleição acabou

Eduardo Oinegue

Band

Será que eles conseguem colocar um ponto final na patetada? Chega de conversa sobre fraude eleitoral, de candidato derrotado dizendo que é o verdadeiro presidente eleito, de insistir em transformar a eleição numa guerra que nunca termina. Acabou.

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Lula recebeu mais votos e venceu. O Brasil assistiu a pior campanha de todos os tempos. A mais baixa, com acusações pra todo lado, sem ideias, sem propostas. Uma disputa que só deixou o eleitor assustado. Mas acabou. E está mais do que na hora de começar a parte séria, que é a política.

Política é o governo escolher seus ministros, definir prioridades, apresentar um programa que caiba no orçamento e explicar como vai cumprir as promessas. Sim, e como vai fazer o ajuste fiscal para sobrar dinheiro para investimento e espaço para reduzir a divida publica. Isso é política. Tambem é politica a oposição se organizar para fiscalizar, cobrar resultados e oferecer alternativas. Oposição, não meninos maluquinhos fazendo live. Denunciando que o Brasil virou uma Venezuela porque não virou.

Politica é o Congresso se preparando para escolher as mesas diretoras, os presidentes da Câmara e do Senado, as comissões que vão examinar os projetos e as emendas constitucionais -- e controlar o Executivo. No ano que vem tem eleição no Congresso. Vai ser em fevereiro. É fundamental. Quem comanda as Casas influencia a pauta. Na Câmara, tudo indica que Hugo Motta fica.

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No Senado, a disputa pode ser mais dura, com Davi Alcolumbre buscando manter o comando e nomes como Rogério Marinho e Tereza Cristina no tabuleiro. Ganha quem chegar a 41 votos. Política é tambem a reorganização da direita. A família Bolsonaro está fragilizada: Jair está preso, Eduardo está nos Estados Unidos, agora acompanhado por Flávio. Sobrou Carlos e Michele, dois senadores que não se bicam.

O bolsonarismo elegeu parlamentares e conserva milhões de eleitores. Mas quem vai transformar essa força numa oposição capaz de disputar o poder? A entrevista de Tarcísio de Freitas ao Estadão oferece um contraste. O governador reconheceu a soberania das urnas, defendeu uma oposição responsável e disse que é preciso cobrar o governo. Criticou o uso da máquina e a campanha do medo, mas reconheceu a competência do PT para mobilizar eleitores e vencer. É hora de olhar para a frente. O eleitor já escolheu seus representantes.

Agora é a vez dos políticos. Menos encenação, menos ressentimento, menos campanha permanente. Mais governo, mais fiscalização, mais debate sobre o que realmente importa. A eleição terminou. É hora de fazer política.