Mitre: O peso das abstenções no resultado final das eleições 2026
Veja no comentário de Fernando Mitre
O Presidente Lula (PT), que investe nas bondades eleitorais na reta final da corrida e quando as pesquisas mostram um quadro de empate com Flávio Bolsonaro (PL), não tem tirado atenção de um ponto que pode ser muito importante nesta eleição: o número de abstenção.
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Lula, se dirigindo principalmente ao eleitor idoso, tem insistido na importância do comparecimento às urnas. A abstenção vem crescendo nas últimas eleições. Para se ter uma ideia: em 1989, na primeira eleição depois da ditadura, a abstenção não chegou a 12%. Em 2022, se aproximou de 21%. Em 2018, já passava de 20%.
Análises comparando as últimas pesquisas com os votos nas urnas mostravam, em 2022, que Lula tinha perdas maiores, mesmo ganhando a eleição. A explicação estava na abstenção, que era maior entre idosos e o eleitorado da base da pirâmide social. As possibilidades de abstenção viraram um tema importante das campanhas. Razão para isso não falta.
