O debate da Band e a exploração da rejeição ao adversário
Veja no comentário de Fernando Mitre
As regras foram as mais eficientes possíveis - uma síntese do melhor que se experimentou em cerca de 40 anos de debates. Lula e Flávio tiveram, no primeiro bloco, espaço, tempo e liberdade para escolher os temas e se movimentarem no estúdio, para o confronto - o primeiro que o Brasil viu e a seis dias da eleição.
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No segundo bloco e no terceiro, somando o mesmo tempo do primeiro, os candidatos perguntaram, responderam, replicaram e triplicaram. Esta foi a forma aberta para o conteúdo, os estilos e as atitudes dos candidatos.
E aí se inclui o não-verbal nos debates - que o telespectador leva em conta. Ao final, ficaram claros o déficit de conteúdo e o duelo de rejeições - que marcam essa campanha.
O confronto nesse debate histórico expressa o ambiente eleitoral no país dividido. Fácil avaliar que os que já decidiram o voto vão continuar com sua escolha. A expectativa, agora, é para os indecisos, que vão definir essa eleição. E vem pesquisa nesta quarta-feira, já pegando os efeitos do debate.
