Fernando Schüler critica uso eleitoral do Bolsa Família: 'Vergonha'
A análise do cenário político recente traz duras críticas à utilização de programas de transferência de renda durante períodos eleitorais. Segundo a avaliação
A análise do cenário político recente traz duras críticas à utilização de programas de transferência de renda durante períodos eleitorais. Segundo a avaliação de Fernando Schüler, o uso de recursos públicos na véspera de uma eleição presidencial configura uma prática que compromete a lisura do pleito.
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Durante análise, o analista destacou que a máquina do Estado não pode ser empregada em benefício de candidaturas. “É uma absoluta vergonha o uso do Bolsa Família para esta semana com um óbvio objetivo eleitoral por parte do governo federal”, avalia.
A crítica à máquina pública na disputa democrática
Para Fernando Schüler, embora candidatos utilizem debates, críticas e ataques na campanha, o ponto central de desequilíbrio reside na atuação da administração pública. O analista ressalta que é inaceitável o direcionamento de recursos federais que alcançam todos os brasileiros com fins eleitorais, independentemente de práticas adotadas em momentos anteriores por gestões passadas.
“É preciso, numa boa democracia republicana, fazer uma distinção daquilo que é a regra do jogo, que pertence a todos, daquilo que é o interesse público e pertence a todos, aquilo que é dinheiro público, que é a máquina do Estado, do governo, que jamais pode ser usada para a busca de votos”, pontua.
A análise aponta ainda que a situação exige uma postura rigorosa da Justiça Eleitoral e uma forte cobrança da sociedade, tanto da esquerda quanto da direita, para coibir o uso explícito da máquina estatal na reta final de disputas presidenciais que possuem potencial de desequilíbrio democrático.
