Bolsa Família e reajuste desafiam equilíbrio das contas públicas em 2026
O reajuste do Bolsa Família impõe um novo desafio para o equilíbrio das contas públicas brasileiras. A avaliação foi apresentada por Juliana Rosa durante a
O reajuste do Bolsa Família impõe um novo desafio para o equilíbrio das contas públicas brasileiras. A avaliação foi apresentada por Juliana Rosa durante a edição do Jornal da Band.
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Segundo a análise de Juliana Rosa, o programa social é fundamental para a redução da pobreza histórica no país. No entanto, a especialista aponta que o crescimento acelerado da dívida pública exige cortes em outras áreas do orçamento federal.
Impacto Orçamentário e Projeções
Neste ano, o reajuste do programa de transferência de renda custará mais de R$ 5 bilhões aos cofres públicos. Especialistas indicam que o montante pode ser compensado por meio de ajustes na previdência.
Contudo, para o próximo ano, a projeção financeira aponta um cenário mais complexo. O impacto estimado alcança R$ 23,2 bilhões adicionais, superando a meta fiscal estabelecida. Especialistas apontam que a meta permite um déficit de até R$ 24,1 bilhões. Sem contabilizar o reajuste do Bolsa Família, as contas já projetam um saldo negativo de R$ 49 bilhões.
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O Desafio da Formalidade no Mercado de Trabalho
Outro ponto levantado envolve as regras e incentivos ligados ao programa social. De acordo com Laura Muller Machado, professora do Insper, os beneficiários frequentemente enfrentam estímulos para permanecer na informalidade.
"Não é que os beneficiários não querem trabalhar. Eles estão incentivados a se manterem informais por conta do desenho do Bolsa Família", avalia Laura Muller Machado.
Para a especialista do Insper, o programa precisa de correções estruturais. A proposta é que os beneficiários que ingressam no mercado formal continuem recebendo o apoio por um período determinado, servindo como estímulo ao trabalho com carteira assinada.
