Brasil deve subir para a 8ª posição no ranking das maiores economias em 2027, prevê FMI
Apesar da projeção, o obstáculo do país para os próximos anos será adotar reformas e estímulos que permitam crescimento
O Brasil deve assumir o posto de oitava maior economia do mundo em 2027, segundo novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A análise foi apresentada pela jornalista de economia Juliana Rosa.
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Atualmente na 10ª colocação global, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve atingir US$ 2,8 trilhões no próximo ano, superando países como Itália e Rússia.
Apesar do avanço no ranking de produção de riqueza total, a especialista alerta para os limites desse crescimento e ressalta que o resultado reflete o tamanho do país, mas não significa que o Brasil seja uma nação rica.
PIB alto não se traduz em renda per capita elevada
De acordo com Juliana Rosa, quando a riqueza gerada pelo país é dividida pelo total de habitantes (PIB per capita), o Brasil figura apenas como uma economia de renda média, ficando atrás de outros países emergentes da América Latina, como Chile e México.
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"O nosso crescimento vem sendo gerado por um elevado gasto público, que aumenta o consumo, mas não estimula investimentos para aumentar a nossa capacidade produtiva. Por isso, o crescimento não se sustenta", explicou a comentarista.
Desaceleração no comércio indica perda de fôlego econômico
A fragilidade da expansão econômica brasileira já dá sinais nos indicadores mais recentes. Dados divulgados nesta semana mostram que as vendas do comércio varejista avançaram apenas 0,1% no mês de agosto, resultado que veio abaixo das expectativas do mercado financeiro.
Segundo a análise, o grande obstáculo do país para os próximos anos permanece sendo a criação de reformas e estímulos que permitam um crescimento sustentável no longo prazo, sem dependência exclusiva do consumo impulsionado pelo orçamento público.
