Deflação de agosto traz alívio, mas preços ainda preocupam
A deflação de 0,32% em agosto indica que houve mais preços em queda do que em alta, mas não significa que o custo de vida tenha ficado baixo. Segundo a

A deflação de 0,32% em agosto indica que houve mais preços em queda do que em alta, mas não significa que o custo de vida tenha ficado baixo. Segundo a colunista Juliana Rosa, o principal fator para o resultado foi o desconto temporário na conta de luz provocado pelo bônus de Itaipu.
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A alimentação também ajudou a reduzir o índice, com queda de 0,34%, principalmente em produtos como legumes, verduras, batata, cenoura e cebola. O alívio, porém, pode ser passageiro: a expectativa é de pressão sobre os preços dos alimentos a partir do fim de outubro, com os efeitos do fenômeno climático El Niño.
Juliana Rosa também alerta para os combustíveis. A alta do petróleo não tem sido totalmente repassada aos preços no Brasil, o que mantém uma preocupação para a inflação nos próximos meses. Com a economia em desaceleração e o índice acumulado em 12 meses em 4,22%, a avaliação é de que ainda há espaço para novos cortes na taxa de juros.
