Dívida do setor público chega a 82,9% do PIB e atinge maior patamar desde 2021
A dívida do setor público brasileiro, englobando governo federal, estados, municípios e empresas estatais, aumentou em agosto e alcançou 82,9% do Produto
A dívida do setor público brasileiro, englobando governo federal, estados, municípios e empresas estatais, aumentou em agosto e alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior patamar registrado desde março de 2021. Para Juliana Rosa, o controle e a redução do endividamento são o principal desafio macroeconômico atual do país.
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Segundo a análise, o problema é crônico e reflete um cenário em que o país gasta mais do que arrecada há mais de uma década, mantendo um patamar de endividamento muito superior à média dos países emergentes.
A especialista destaca que a dívida brasileira é significativamente cara: embora nações como o Japão registrem proporções de endividamento superiores a 200%, os juros japoneses situam-se em 1% ao ano, fazendo com que o custo anual da dívida no Brasil seja três vezes maior. Quanto mais o país se endivida, mais elevados são os juros cobrados para financiá-la, gerando impactos financeiros absorvidos por toda a sociedade, explica Juliana Rosa.
Para o fechamento deste ano, as previsões indicam que as contas públicas registrarão um déficit nominal de R$ 52 bilhões. Contudo, a legislação permite descontar R$ 67 bilhões em despesas específicas da meta fiscal, o que resultaria tecnicamente em um saldo positivo de R$ 15 bilhões.
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Ainda assim, especialistas ressalvam que essa manobra contábil não impede o avanço contínuo da dívida.Adoção de metas fiscais rigorosas que contabilizem a totalidade dos gastos públicos, aliada a cortes efetivos de despesas, é um movimento considerado essencial para a futura queda das taxas de juros.
