Juliana Rosa
Jornal da Band

Mesmo com Desenrola, endividamento das famílias cresce e bate recorde

Segundo a jornalista Juliana Rosa, os juros elevados continuam a pressionar as famílias

2 min

29/10/2026 21:32 • Atualizado há 1 hora

O endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras voltaram a quebrar recordes históricos, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29). Os índices voltaram a subir e atingiram o maior patamar da série iniciada em 2011.

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Os números revelam que medidas de renegociação, como o programa Desenrola, geraram apenas alívio pontual, enquanto a alta das taxas de juros volta a pressionar o orçamento das famílias, com destaque para as linhas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial.

O problema não é ter dívidas: crédito, uma casa, um carro, comprar parcelado alguma compra. O problema é quando você não consegue pagar as dívidas. --Juliana Rosa

Comprometimento de renda atinge patamar inédito

De acordo com os dados do Banco Central, o comprometimento mensal da renda dos brasileiros destinado exclusivamente ao pagamento de dívidas aproxima-se dos 30%, registrando uma nova máxima histórica de 29%.

A trajetória ascendente da inadimplência coincide com a nova alta nos juros do crédito em geral. As modalidades mais onerosas do mercado —com ênfase no rotativo do cartão de crédito e no cheque especial— figuram entre as que mais registram elevação nas taxas.

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Os efeitos do programa Desenrola ainda não se refletem de forma consistente na redução sustentável dos indicadores. Embora muitos consumidores tenham conseguido trocar dívidas caras por opções mais baratas no âmbito do programa, esse movimento proporcionou apenas um fôlego temporário.

Sem uma mudança estrutural nas condições econômicas para prevenir novos endividamentos, os cidadãos voltam a enfrentar dificuldades financeiras. "A sinalização do governo para reequilibrar as contas públicas é urgente, e é possível reequilibrar preservando políticas sociais", afirma Juliana Rosa.

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