Promessas de gastos de Lula e Flávio geram dúvidas sobre ajuste fiscal
Juliana Rosa aponta contradição entre promessas de gastos do candidato e alertar para baixo crescimento do PIB
A colunista de economia Juliana Rosa analisa a reação positiva do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições. O Ibovespa subiu 1,57% e fechou acima dos 208 mil pontos, enquanto o dólar encerrou o dia a R$ 5,01. Segundo a colunista, além do cenário internacional favorável, às pesquisas eleitorais e a vantagem numérica de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) influenciam o movimento dos investidores, diante da expectativa de maior ajuste fiscal em um eventual governo do senador.
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Juliana Rosa aponta uma contradição entre essa expectativa e as propostas de Flávio Bolsonaro, como a retomada do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que chegou a custar cerca de R$ 60 bilhões, e a ampliação de medidas para renegociar e congelar dívidas de pessoas físicas e empresas.
A colunista também questiona a estratégia econômica do governo Lula, baseada no estímulo ao consumo e ao crescimento para elevar a arrecadação e equilibrar as contas públicas. Com as projeções de expansão do PIB abaixo de 1% para o próximo ano, Juliana alerta para a necessidade de um crescimento mais robusto, capaz de elevar a renda média dos brasileiros e reduzir as desigualdades sociais.
