Meu cronômetro marca....
Esse bordão era uma marca registrada de um dos maiores locutores esportivos do rádio brasileiro nos anos cinquenta

Blog - Milton Parron
Edson Leite, narrador esportivo de estilo inconfundível, tornou a expressão tão popular que virou uma espécie de cédula de identidade do notável profissional. Ele era tão novo quanto a própria Bandeirantes quando foi contratado pela emissora em 1949.
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A Bandeirantes, na ocasião, tinha 12 anos incompletos e Edson Leite 23. Já, no ano seguinte, o Brasil sediou o mundial de futebol e Edson narrou sua primeira copa do mundo, depois, também pela Bandeirantes, transmitiu os jogos dos mundiais de 1954, 1958 e 1962.
Abaixo você pode acompanhar trechos desses 4 certames na voz inconfundível de Edson Leite.
Muito cedo o diretor presidente da RB, “seo” João Saad, descobriu outras extraordinárias aptidões em Edson Leite e não titubeou em dar-lhe oportunidade para coloca-las em prática. Ao assumir cargo diretivo na empresa o jovem narrador tratou de expandir a equipe contratando o que havia de melhor no mercado.
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Viajou por todo o País buscando parcerias com outras rádios conseguindo formar uma rede com cerca de 300 emissoras e 80 serviços de alto falantes que transmitiam em cadeia os jogos da Bandeirantes nascendo, assim, a cadeia verde-amarela norte sul do Brasil título, aliás, dado por “seo” João. A televisão ainda não havia alcançado o estágio tecnológico que permite transmissões ao vivo de longa distância, por essa razão foi genial a ideia de instalar gigantescos balões cativos em vários pontos da cidade equipados com alto falantes retransmitindo os jogos do mundial na Bandeirantes.
Também, para suprir a ausência de imagens, a Bandeirantes instalou telões idênticos a campo de futebol na praça da Sé onde um sinal luminoso, representando a bola, ia se movimentando de acordo com a narração do locutor. O resultado final foi mais que auspicioso bastando atentar para a audiência obtida na primeira copa do mundo conquistada pelo Brasil, em 1958.
Os levantamentos mostraram que 95% dos aparelhos de rádio durante aquele mundial estavam sintonizados na rádio Bandeirantes, índice até hoje não igualado pelo rádio como, também, pela televisão. Edson Leite exerceu cargos diretivos em outras emissoras, principalmente na implantação da programação da TV Excelsior. Sua morte, no dia 22 de julho de 1983, aos 57 anos, causou muita tristeza.
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Na ocasião, outro narrador esportivo da Bandeirantes que também criou escola, Fiori Gigliotti, no seu “Cantinho de Saudade” fez uma bonita homenagem a Edson Leite que muito o tinha ajudado nos primeiros anos de carreira.
Abaixo, disponível a despedida emocionada ao narrador Edson Leite.
