Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
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Mônica Bergamo
BandNews FM

Bolsonaristas se dividem sobre primeiros passos para esvaziar STF

Com a possibilidade do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) derrotar Lula (PT) no segundo turno das Eleições 2026 após liderar os votos

2 min

06/10/2026 08:41 • Atualizado há 19 dias

Com a possibilidade do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) derrotar Lula (PT) no segundo turno das Eleições 2026 após liderar os votos no primeiro turno do pleito, a direita se divide sobre quais deveriam ser os primeiros passos para o esvaziamento de poderes no Supremo Tribunal Federal com a possível vitória do filho de Jair Bolsonaro.

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Segundo apuração da colunista da BandNews FM Mônica Bergamo, parte dos aliados defende que Flávio não opte pelo ataque direto ao Supremo logo após a chegada no Palácio do Planalto, uma vez que a escolha poderia desgastar negociações para agendas e medidas, necessarias ao governo, mas consideradas impopulares, como ajustes fiscais.

Mônica destaca, porém, que outro setor bolsonarista defende que Flávio deve esvaziar o Supremo assim que possível, uma vez que permitiria maior governabilidade, sem uma corte desalinhada aos ideais da extrema-direita que, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, atuou como contraponto.

Cabe relembrar que, caso vença o segundo turno, Flávio deverá indicar pelo menos três nomes para a corte, uma vez que, além de já existir uma vaga disponivel, os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia devem se aposentar em breve. Apesar da mudança, ainda assim, o Supremo poderia atuar contrário às medidas do governo.

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O consenço entre as duas alas fica com a retirada do ministro Alexandre de Moraes da Suprema Corte, seja pela abertura de um processo de impeachment ou, até mesmo, a negociação com outros ministros para que Moraes não assuma a presidência do STF em 2027.

Com o primeiro turno das eleições, o Partido Liberal conquistou 49 cadeiras no Senado Federal, número insuficiente para abertura do processo de retirada de Moraes, mas que permite a criação de emendas constitucionais para esvaziamento de poderes na Corte, como a retirada de julgamento de senadores e deputados para tribunais regionais.

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