Reajuste do Bolsa Família muda agenda da eleição e Lula controla o noticiár
Renan Santos questiona TSE sobre reajuste de 15% do Bolsa Família às vésperas da eleição

O reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula a 17 dias do primeiro turno, virou alvo de uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral.
Continua depois da publicidade
O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, pede a suspensão do aumento e alega que a medida pode interferir na igualdade entre os candidatos. O piso do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, com pagamentos reajustados a partir de outubro.
O governo afirma que a correção apenas recompõe a inflação acumulada desde 2023 e não cria novos benefícios.
A ação de Renan foi distribuída ao ministro André Mendonça, que também havia analisado uma representação anterior, apresentada pelo deputado Zé Trovão, mas sem entrar no mérito por uma questão processual. O caso ganha relevância porque o STF invalidou, em 2024, parte da chamada PEC Kamikaze, de 2022, ao entender que a ampliação de benefícios em ano eleitoral violava a igualdade de oportunidades entre candidatos.
Continua depois da publicidade
Segundo o colunista Rodrigo Orengo, além da disputa jurídica, o reajuste alterou a agenda eleitoral ao tirar o foco das discussões sobre o STF e colocar o Bolsa Família no centro do debate entre os candidatos.
