Sessão inédita no Supremo muda rotina em Brasília e cotidiano dos ministros
Sessão começa às 10h e pode definir investigação contra Moraes, com Fachin e Cármen Lúcia decisivos

O Supremo Tribunal Federal realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão inédita para decidir se Alexandre de Moraes será alvo de investigação.
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O presidente da Corte, Edson Fachin, conduz o julgamento e é o relator do caso. Antes da análise do mérito, os ministros podem apresentar questões de ordem, discutir pedidos de suspeição ou impedimento, solicitar vista e definir qual ponto será analisado primeiro. Entre as principais discussões está o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular a investigação e invalidar provas, o que poderia impedir a abertura do procedimento contra Moraes.
Segundo o colunista Rodrigo Orengo, essa definição pode ser determinante para o rumo da sessão, que deve ter forte disputa entre os ministros. André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques tendem a votar pela investigação, enquanto Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes devem ser contrários. Dias Toffoli é considerado provável impedido, o que poderia levar a um placar de 3 a 3.
Nesse caso, Fachin e Cármen Lúcia seriam possíveis votos decisivos. Moraes, por estar diretamente envolvido, não deve participar da decisão sobre a própria investigação, embora a questão ainda possa ser discutida.
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O caráter excepcional da sessão também explica o reforço da segurança no STF, com barreiras e detectores de metal diferentes do acesso habitual.
