Sonia Blota

Custo de vida amplia protestos na Europa e pressiona líderes por fim da guerra na Ucrânia

Para políticos que estão enfrentando eleições, o custo de vida é uma pedra no sapato de muita gente

3 min

22/10/2026 09:46 • Atualizado há 3 dias

Custo de vida amplia protestos na Europa e pressiona líderes por fim da guerra na Ucrânia

REUTERS/Abdul Saboor

Continuam as manifestações aqui na Europa, muito por conta da insatisfação com a perda do poder de compra da população e também com o aumento dos preços dos combustíveis e da energia.

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Ontem, foi a vez da Grécia: mais um país do continente a aderir aos protestos, que terminaram com violência nas ruas de Atenas. E novas grandes manifestações estão previstas por todo o continente. Por aqui, na França, serão neste sábado.

E a insatisfação em relação ao dinheiro que falta no bolso não é exclusividade europeia, no chamado Primeiro Mundo. Os americanos também estão muito descontentes, o que se reflete na baixa popularidade do presidente Donald Trump.

Para políticos que estão enfrentando eleições, o custo de vida é uma pedra no sapato de muita gente.

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A população, que já era contra as guerras que estão acontecendo tanto na Europa quanto no Oriente Médio, agora tem realmente uma aversão. Além do horror das mortes, os bilhões gastos na guerra e o aumento dos preços da gasolina, do diesel, do gás e dos fertilizantes têm feito crescer a oposição aos senhores da guerra.

Aqui na Europa, já acendeu um sinalzinho amarelo de que a guerra entre Rússia e Ucrânia está indo longe demais. Nos bastidores, líderes europeus que continuam apoiando a Ucrânia têm pedido para que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, flexibilize sua posição em relação a algumas exigências de Moscou.

Trump, por sua vez, é mais explícito: vem pressionando publicamente Zelensky a aceitar várias das exigências russas, incluindo cortes de informações de inteligência — por alguns dias — que ajudam a Ucrânia a se defender e até cortes no Starlink, o sistema de satélites de Elon Musk, muito utilizado no mundo todo e pelos soldados de Kiev nessa guerra.

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O presidente ucraniano está entendendo a pressão. Além, claro, dos fortes bombardeios russos, que não poupam a infraestrutura ucraniana, Zelensky afirmou que aceita congelar as linhas de frente da guerra contra a Rússia como um primeiro passo para o cessar-fogo.

E estamos falando de 25% do território ucraniano, hoje em poder de Moscou, principalmente a região do Donbass e a Crimeia, que são regiões com forte presença de população de etnia russa.

Após as declarações ucranianas, Trump enviou seu emissário, Steve Witkoff, para a Rússia, a São Petersburgo, para conversas com o presidente Vladimir Putin sobre uma saída para a guerra na Ucrânia.

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No final do encontro, Witkoff disse que as negociações estão andando, que o encontro foi construtivo e classificou Putin como um líder... humanitário!

Bem... E também disse que Putin aceitou negociações trilaterais com Kiev e Washington.

Por sua vez, o Kremlin disse que as garantias de segurança continuam gerando impasse.

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Assim que o emissário americano saiu de lá, Moscou realizou outro grande ataque com mísseis em território ucraniano, matando pelo menos sete pessoas.

Hoje pela manhã, Zelensky ironizou que essa onda de mísseis balísticos sobre Kiev foi lançada por “humanistas russos”.

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