Sonia Blota

Protestos de estudantes contra cortes na educação na França chegam à Bélgica

Os intensos protestos estudantis que tomam conta da França se espalharam para o país vizinho, a Bélgica, intensificando uma onda de mobilizações contra cortes

2 min

07/10/2026 20:04 • Atualizado há 18 dias

Os intensos protestos estudantis que tomam conta da França se espalharam para o país vizinho, a Bélgica, intensificando uma onda de mobilizações contra cortes orçamentários na área da educação e a deterioração das condições de ensino.

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Alunos de diversas instituições lotaram as ruas de cidades como Liége, onde atos de vandalismo resultaram em pontos de ônibus incendiados, lojas depredadas e uma forte repressão policial com o uso de jatos d'água e gás lacrimogêneo, culminando na prisão de pelo menos 50 pessoas.

A onda de revolta teve início na França após a divulgação de um pacote de cortes de gastos públicos previstos para o orçamento do próximo ano, que afeta diretamente o setor educacional. Universitários se uniram a alunos do ensino médio para engrossar as fileiras dos atos, montando barricadas com latas de lixo em instituições de prestígio, como a Sciences Po, em Paris.

Violência, feridos e suspensão das aulas

A escalada da tensão e o confronto com as forças de segurança resultaram em episódios graves. O Ministério do Interior da França anunciou a suspensão do uso de granadas de efeito moral na contenção dos protestos após um adolescente de 15 anos perder uma das mãos durante os confrontos.

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Além disso, o prefeito de Saint-Denis, Bally Bogayoko, da oposição de esquerda radical ao governo de Emmanuel Macron, ficou ferido nos olhos ao tentar conter o avanço policial e denunciou uso desproporcional da força.

Diante do cenário de instabilidade, o governo francês determinou a suspensão das aulas em todo o país até o final da semana. Entidades estudantis, pais, educadores e sindicalistas afirmam que vão manter a mobilização.

Reivindicações e resposta do governo

Os manifestantes denunciam problemas estruturais profundos, como salas de aula superlotadas, escassez de professores nas escolas públicas, prédios deteriorados e o aumento da desigualdade nas condições de ensino.

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Em meio à pressão popular, o primeiro-ministro francês, Sebastian Lecornu, anunciou a abertura de negociações com os estudantes. Segundo o premiê, as primeiras medidas adotadas pelo governo para atender às reivindicações do movimento serão apresentadas formalmente à Assembleia Nacional até o final do mês.

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