A Cabrita, os cinemas e os rodeios: histórias do passado de Sousas e Joaquim Egídio
Os distritos de Campinas viveram épocas que ainda fazem parte da memória local.
Quem conhece Sousas e Joaquim Egídio pelos restaurantes, pelas áreas verdes e pelos passeios talvez não imagine como era a rotina dos dois distritos décadas atrás. A região já teve uma ferrovia que ajudava a escoar a produção de café, cinemas que reuniam os moradores e festas que movimentavam a vida local.
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Sousas se tornou distrito em 1896. Já Joaquim Egídio teve seu território desmembrado de Sousas em 1959. Na época, a produção agrícola tinha grande importância para a região, e o transporte ferroviário facilitava o deslocamento de mercadorias e passageiros até Campinas.
Um dos marcos desse período foi o Ramal Férreo Campineiro. O trem que circulava pela linha ficou conhecido popularmente como Cabrita. A linha começou a operar em 1893, com locomotivas a vapor, e foi criada para facilitar o transporte da produção das fazendas de café. Com o passar dos anos, o sistema passou por mudanças e recebeu bondes elétricos. A circulação foi encerrada definitivamente em 1960.
O lazer também fazia parte do cotidiano dos distritos. Em Sousas, o Cine Santo Antônio foi inaugurado em 1939. Mais tarde, em 1959, foi a vez do Cine Danúbio, outro espaço dedicado às sessões de cinema e ao encontro dos moradores.
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As festas e os rodeios também marcaram essa história. Em Sousas, os rodeios aconteciam no terreno onde hoje funciona o supermercado Pão de Açúcar. Joaquim Egídio também teve sua Festa do Peão: a primeira edição, realizada em junho de 1989, contou com um show da dupla Chitãozinho & Xororó, conforme o cartaz histórico do evento.
Hoje, Sousas e Joaquim Egídio fazem parte da Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas, criada para contribuir com a preservação dos recursos naturais. A região também é conhecida pela gastronomia, pelo turismo rural e pelo contato com a natureza.
Quem visita os distritos atualmente encontra uma paisagem diferente daquela de décadas atrás. Ainda assim, a antiga ferrovia, os cinemas e as festas fazem parte da história de Sousas e Joaquim Egídio e ajudam a contar como esses lugares se transformaram ao longo do tempo.
