Vida Boêmia
Vida Boêmia

Casa de Hilda Hilst reúne artistas e leitores em Campinas

Como artista, estou sempre buscando experiências que me conectem com o legado daqueles que me antecederam, e me inspirem a criar. Entrar na casa de Hilda

2 min

11/10/2026 17:51 • Atualizado há 1 hora

Casa de Hilda Hilst reúne artistas e leitores em Campinas

Como artista, estou sempre buscando experiências que me conectem com o legado daqueles que me antecederam, e me inspirem a criar. Entrar na casa de Hilda Hilst me permitiu imaginar sua intimidade e suas histórias, conhecer onde o sol batia no final de suas tardes, quais cheiros, texturas e temperaturas abrigaram aquele ser que, antes de ser uma figura pública da lieratura, era uma pessoa. É uma experiência corporal que nos coloca, literalmente, no lugar do outro de uma maneira que a imagem ou a escrita jamais dariam conta. Ainda assim, quero compartilhar um pouco do que conheci nessa visita.

Continua depois da publicidade

Quem foi Hilda Hilst

Hilda Hilst foi autora de uma literatura provocadora, feminina e carnal que recebeu diversos prêmios, dentre eles o Prêmio Jabuti, em 1984 e em 1993, respectivamente por Cantares de Perda e Predileção e A Obscena Senhora D. Hilst nasceu em Jaú, mas escolheu Campinas para estabelecer seu território de criação e convivência. A Casa do Sol foi construída na década de 60, e foi ali que a escritora viveu e trabalhou até o seu falecimento, em 2004.

O Instituto Hilda Hilst preserva e compartilha o seu legado, abrindo suas portas para as Hilstianas, que teve sua 5ª edição realizada nos dias 26 e 27 de setembro. Imagine uma FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty, para quem não conhece – reduzida para caber no espaço de uma chácara. É mais ou menos isso. Um festival que reúne autores convidados, leitores, feira de livros e economia criativa nessa casa cheia de memórias.

Como é visitar a casa de Hilda Hilst

Caminhando pelos jardins amplos da Casa do Sol, os visitantes encontraram mais de 60 expositores e nomes conhecidos da gastronomia local, como The Simple e Massa Cookie. Também aproveitei para descobrir o que oferece o bar do próprio instituto, o Bar do Bico. Era uma tarde quente, perfeita para me refrescar com uma taça de vinho branco, que custou cerca de R$20.

Continua depois da publicidade

Não sei se foi a cidade que ampliou seu ecossistema cultural, ou se eu que estou me propondo a ativamente buscar eventos e espaços que me alimentem (e refresquem, se é que me entendem) como artista. O fato é que Campinas tem muito a oferecer para uma vida boêmia, e eu pretendo tirar o maior proveito disso.

*O autor da coluna tem autonomia para defender suas opiniões, baseadas em fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal Band Multi, nem do Grupo Bandeirantes.

Casa de Hilda Hilst reúne artistas e leitores em Campinas | Portal Band