O que fazer no shopping se você não gosta muito de shopping
Uma dica para acompanhantes que querem fugir dos corredores brancos e muito iluminados do shopping
No ano passado realizei um sonho de infância: morar só com a minha irmã. Foi muito especial o processo de mobiliar nosso apartamento juntas, deixando tudo com a nossa cara. Discordamos inúmeras vezes sobre itens de decoração, mas em um ponto concordamos desde o início: a necessidade da iluminação baixa. Diariamente, a primeira coisa que fazemos ao chegar em casa todas as noites é apagar todas as luzes brancas e deixar o ambiente mais confortável para relaxar.
Continua depois da publicidade
Existe uma trend nas redes que associa a luz branca como "luz hétero". Eu achei hilário e adotei o termo. Será que é por isso que eu, queer desde pequenininha, não me afeiçoava aos shoppings? Minha mãe só conseguia me convencer do passeio caso atrelasse a ele a experiência de tomar sorvete. Caminhando com a minha casquinha de baunilha, eu esquecia das luzes hétero opressoras que me faziam confundir a hora do dia, e dos longos minutos em lojas de bijuteria que em nada me chamavam a atenção.
Na vida adulta, meus gostos mudaram um pouco. Passei a me importar com as roupas, acessórios e sapatos que minha mãe também gostava de olhar. Ainda assim, só gosto do shopping pela praticidade de encontrar tudo no mesmo lugar. Vou com um objetivo e, quando esse objetivo é cumprido, vou embora. Não existe "passear no shopping" na minha cultura pessoal.
A menos que, assim como na infância, esteja acompanhando alguém. Diante dessa necessidade, resta encontrar no shopping um refúgio. A função que antes era cumprida pelo sorvete, hoje se cumpre pelo chopp gelado.
Continua depois da publicidade
É assim que essa história chega a um lugar com luz baixa, música tranquila e chopp trincando. Estou falando do Coco Bambu, no Shopping Iguatemi. O restaurante é conhecido por sua seleção de pratos com camarão, mas também entrega opções de petiscos tradicionais. Apaixonada por tudo que envolva batata, não resisti em escolher uma batatinha com cheddar e bacon para a entrada. Como prato principal, fiquei com uma nova opção do menu executivo, o fillet mignon com camarão.
Tudo estava no ponto certo, inclusive o ambiente: aconchegante, tranquilo, com luminárias quentes, cadeiras confortáveis e música ao vivo (só voz e violão). Um verdadeiro contraponto para as luzes brancas e o caos auditivo encontrados porta afora. Por fim, descobri que o Coco Bambu também tem uma boa reputação entre profissionais da música, por oferecer um ambiente de trabalho agradável e uma remuneração justa. Fica como bônus em minha avaliação.
Acompanhada do meu amigo Murilo, outro solteiro e também romântico incorrigível, entendi que ali seria um lugar perfeito para um date. Entramos no clima e conversamos sobre as coisas mais românticas que já fizemos por alguém. Vocês podem conferir essa parte assistindo ao vídeo. Recomendo que vejam até o final, porque teve fofoca! Em seguida, me contem nos comentários as histórias de vocês, e indiquem outros lugares que, porta adentro, te fazem esquecer dos arredores. Quem sabe levo meu amigo Murilo em outro date...
