67% dos jovens querem comprar imóvel; veja o que a Geração Z procura
Pesquisa mostra interesse pela casa própria; localização, preço e tecnologia influenciam a escolha do primeiro imóvel.

Jovens da Geração Z utilizam pesquisas digitais, simulações financeiras e comparativos de preços na busca pelo primeiro imóvel.
Foto: Gerada por IA
O sonho da casa própria continua presente entre os brasileiros mais jovens. Um levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Brain, aponta que 67% das pessoas entre 21 e 28 anos pretendem comprar um imóvel. Apesar do interesse pela aquisição, a Geração Z está mudando a maneira de pesquisar, comparar preços e decidir onde morar.
Continua depois da publicidade
A busca pelo primeiro imóvel começa, muitas vezes, na internet, antes mesmo do contato com uma imobiliária. Simulações de financiamento, pesquisas nas redes sociais e comparações entre bairros fazem parte da rotina desses consumidores, que chegam às negociações com informações sobre preços, localização e características dos imóveis.
Segundo Caprice Andretta Chechelaky, diretora da franqueadora da Apolar Imóveis, a principal mudança está no comportamento dos compradores, que utilizam ferramentas digitais para avaliar as opções disponíveis.
“É um consumidor que chega ao atendimento com um repertório formado e com expectativas claras sobre preço, localização e características do imóvel”, explica.
Continua depois da publicidade
O que a Geração Z procura na hora de comprar um imóvel?
O preço continua sendo um dos principais fatores na decisão de compra, mas não é o único. A localização, a facilidade de transporte e a proximidade do trabalho ou da faculdade também influenciam a escolha.
Entre as características observadas pelos jovens estão:
- Localização: proximidade do trabalho, faculdade e serviços essenciais.
- Transporte: facilidade de acesso ao transporte público e deslocamento pela cidade.
- Conectividade: acesso à internet e infraestrutura adequada para atividades digitais.
- Espaços compartilhados: lavanderias, áreas de lazer e ambientes para home office.
- Custos mensais: valor das parcelas, condomínio, IPTU e demais despesas fixas.
A possibilidade de trabalhar em casa também influencia a procura por imóveis com espaços adequados para atividades profissionais.
Continua depois da publicidade
Segundo Caprice, as prioridades mudam conforme a renda e o momento de vida de cada comprador.
“Um jovem no início de carreira tende a priorizar imóveis compactos e parcelas menores, enquanto outro com renda mais consolidada ou que recebe apoio familiar pode buscar melhor localização ou padrões superiores. Da mesma forma, quem trabalha em regime híbrido tende a valorizar um ambiente adequado para o trabalho remoto”, afirma.
Internet mudou a busca pelo primeiro imóvel
A Geração Z tem acesso a uma quantidade maior de informações durante a procura pela casa própria.
Continua depois da publicidade
Além dos anúncios disponíveis em portais imobiliários, os jovens conseguem pesquisar características dos bairros, comparar valores por metro quadrado e realizar simulações financeiras antes de visitar um imóvel.
Esse comportamento também altera o atendimento oferecido pelas imobiliárias.
Segundo a Apolar, muitos consumidores chegam à etapa de negociação depois de avaliar diferentes alternativas pela internet.
Continua depois da publicidade
A empresa, que possui atuação no Paraná, afirma que vem ampliando o uso de ferramentas digitais, como atendimento por WhatsApp, visitas virtuais e documentação eletrônica.
Apesar das facilidades, a avaliação das condições financeiras e dos custos envolvidos na compra continua sendo uma etapa importante.
Como saber se é o momento de comprar o primeiro imóvel?
O planejamento financeiro é um dos pontos que precisam ser considerados pelos jovens interessados na casa própria.
Continua depois da publicidade
Além da entrada e das parcelas de um eventual financiamento, é necessário avaliar despesas como condomínio, IPTU e custos relacionados à manutenção do imóvel.
A localização também deve ser analisada de acordo com a rotina do comprador. Um imóvel mais barato, mas distante do trabalho ou dos estudos, pode aumentar os gastos mensais com transporte.
Outro cuidado é comparar as características do imóvel com as necessidades atuais e futuras, especialmente para quem pretende permanecer no endereço por vários anos.
Continua depois da publicidade
Para Caprice, a tecnologia ajuda na pesquisa, mas o comprador também precisa compreender as condições da negociação.
“A tecnologia facilita e acelera a jornada, mas o conhecimento do corretor ajuda o cliente a transformar informação em uma decisão segura, especialmente na primeira compra, na qual o papel do profissional auxilia na organização das opções, na avaliação da capacidade financeira, além de transmitir segurança durante a negociação”, destaca.
Mercado imobiliário acompanha mudanças no comportamento dos jovens
A digitalização da busca por imóveis também tem levado empresas do setor a adaptar os serviços oferecidos aos consumidores.
Continua depois da publicidade
Com mais de 90 lojas distribuídas pelo Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraguai, a Apolar afirma que tem investido na integração entre ferramentas digitais e atendimento presencial.
A tendência observada pela empresa é de compradores que chegam mais preparados para negociar, mas que ainda precisam considerar questões como financiamento, documentação e custos de manutenção antes de fechar negócio.
O levantamento da Abrainc/Brain mostra que o interesse pela casa própria permanece entre os jovens. O desafio é transformar essa intenção em uma compra compatível com a renda e as necessidades de cada consumidor.
