Centro de Curitiba tem mais de mil cafés, casas de chá e sucos
De janeiro a agosto, 662 novos estabelecimentos abriram na região, alta de 23,5% em relação ao mesmo período de 2025

Os cafés no Centro de Curitiba já passam de mil estabelecimentos quando são consideradas também casas de chá e de sucos. Atualmente, a região reúne 1.003 negócios desse tipo, segundo levantamento da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento.
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O setor continua em expansão. Entre janeiro e agosto deste ano, 662 novos espaços foram abertos, 127 a mais do que no mesmo período de 2025. O crescimento foi de 23,5%.
O avanço acompanha um mercado que cresce entre 15% e 20% ao ano e que vem ocupando ruas e praças da região central com diferentes propostas. Há desde estabelecimentos voltados para quem quer comprar um café e seguir caminho até espaços pensados para quem trabalha diante do notebook, encontra amigos ou aproveita uma pausa ao longo do dia.
Cafeterias ganham força no pós-pandemia
O crescimento dos cafés no Centro de Curitiba ganhou impulso no período pós-pandemia e se intensificou no último ano.
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O movimento ocorre também em meio às ações de revitalização da região realizadas pelo programa Curitiba De Volta ao Centro, com novos investimentos e medidas de redução da burocracia.
Nesse cenário, surgiram negócios que apostam em café especial, torrefação própria, gastronomia, cultura pop e até referências à Coreia do Sul.
Torrefação própria na Rua São Francisco
Na Rua São Francisco, a Royalty Café nasceu a partir de uma torrefação de cafés especiais criada pelos sócios Zeca Dominico e Daniel Munari.
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A torrefação foi fundada em janeiro de 2020, cerca de três meses antes do início da pandemia. Com as cafeterias fechadas naquele período, a saída encontrada foi ampliar as vendas pela internet diretamente ao consumidor.
Depois, o negócio ganhou uma cafeteria junto à própria torrefação.
O espaço oferece café, gastronomia e coquetelaria e acaba de dobrar de tamanho após incorporar uma área vizinha onde funcionava um restaurante.
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Durante a semana, segundo os proprietários, o público é formado principalmente por pessoas que trabalham ou moram na região. Nos fins de semana, a cafeteria recebe clientes de diferentes partes da cidade.
Uma vez por mês, o local também promove uma torrefação aberta, acompanhada de degustação gratuita.
Novelas inspiram cafeteria no Centro
Na Rua Saldanha Marinho, a televisão brasileira virou tema de cafeteria.
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Aberto há menos de um ano, o Cafézinho, Dona Helena? foi inspirado nas protagonistas chamadas Helena nas novelas escritas por Manoel Carlos. Das 17 novelas do autor, nove tiveram uma personagem principal com esse nome.
A temática também aparece no cardápio. Os cafés recebem nomes de personagens, enquanto um menu sazonal homenageia diferentes novelas.
A proprietária Renata Gamboa Almeida conta que a paixão pelas produções televisivas sempre esteve presente na família.
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O endereço no Centro foi escolhido pela proximidade com a região histórica, pelo movimento do comércio e dos serviços e também pela presença de moradores.
Doces e salgados são produzidos no próprio estabelecimento.
Manana nasceu de torrefação própria
Outro negócio que apostou na região central é o Manana, inaugurado em 2021 na Rua Desembargador Ermelino de Leão.
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A cafeteria foi criada pela designer Dora Suh e pelo barista Vitor Coelho, que se conheceram enquanto trabalhavam em outro café.
O nome é inspirado nas galactomananas, açúcares complexos encontrados nos grãos de café.
Assim como outros estabelecimentos da região, o Manana também nasceu de uma torrefação própria. Os grãos produzidos no local abastecem as xícaras dos clientes e também são fornecidos para outras cafeterias.
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O crescimento do negócio levou os proprietários a abrir outra unidade no Bigorrilho, onde fica concentrada a produção das comidas e do cardápio vegano.
Segundo Dora, o público do Centro reúne moradores, trabalhadores da região e pessoas que passam pelo local.
A requalificação da Rua Desembargador Ermelino de Leão e a abertura da casa de shows Cine Lido também alteraram a dinâmica do entorno. Em dias de espetáculo, a cafeteria estende o horário de funcionamento das 18h para as 20h.
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Café coreano chega à Praça Osório
Uma das novidades mais recentes entre os cafés no Centro de Curitiba está na Praça Osório.
Inaugurado há pouco mais de dois meses, o Hozak aposta na gastronomia e nas tradições coreanas, em um momento de popularidade das bandas de K-pop e das séries de dorama.
A proprietária Yoon Su Ki nasceu na Coreia e mora há 15 anos em Curitiba.
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O nome Hozak faz referência a uma pintura tradicional coreana que representa um tigre, associado à coragem, e um pássaro, ligado às boas notícias. Na identidade do estabelecimento, uma araucária foi acrescentada para simbolizar a união entre as culturas coreana e curitibana.
A experiência de Yoon no setor veio do restaurante da família. Os pais abriram há oito anos um restaurante coreano também na Praça Osório.
A cafeteria tem decoração inspirada na Coreia do Sul e oferece produtos tradicionais.
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Entre as opções estão o yagwa, doce preparado com ingredientes como arroz, canela e gengibre, e o yuja espresso, feito com café espresso, água com gás e purê de yuzu, fruta de sabor que lembra uma mistura de limão e tangerina.
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