CCJ do Senado aprova fim da escala 6x1; projeto divide opiniões no Vale
Proposta que garante duas folgas semanais sem redução salarial avança no Congresso e gera debates sobre produtividade

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. O projeto estabelece uma jornada de trabalho de, no máximo, 40 horas semanais, limitada a cinco dias de serviço e duas folgas obrigatórias, sem redução de salário.
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A aprovação da matéria na comissão repercute intensamente no Vale do Paraíba, dividindo opiniões entre trabalhadores que buscam qualidade de vida e comerciantes preocupados com os impactos econômicos.
Entenda a PEC que muda a jornada de trabalho
O texto aprovado pela CCJ prevê uma reestruturação profunda nas relações trabalhistas do país. Atualmente, os senadores debatem possíveis alterações e emendas na proposta antes de enviá-la para votação definitiva no Plenário.
Para os defensores da medida, a transição para a escala 5x2 é vista como um passo essencial para garantir a saúde mental e o bem-estar dos profissionais. Relatos locais apontam que a rotina puxada de apenas uma folga semanal dificulta o convívio familiar e o cuidado pessoal.
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Sindicatos apoiam o fim da escala 6x1 na região
No Vale do Paraíba, o Sindicato dos Empregados do Comércio — que atende cerca de 50 mil trabalhadores em São José dos Campos, Caçapava, Jambeiro, Paraibuna e Monteiro Lobato — declarou apoio integral à mudança.
Segundo o presidente da entidade, Eurípedes Barsanufo, a folga adicional proposta trará benefícios diretos ao mercado:
- Aumento de produtividade: Trabalhadores mais descansados produzem melhor.
- Foco social: O novo regime beneficiará principalmente as mulheres, que frequentemente enfrentam duplas jornadas.
Setor de comércio e serviços teme aumento de custos
Por outro lado, o comércio e o setor de serviços enxergam a medida com cautela e preocupação. Economistas e representantes empresariais alertam que o fim da escala 6x1 pode gerar gargalos financeiros severos para o micro e pequeno empresário.
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O principal temor é a necessidade imediata de contratação de nova mão de obra para preencher os dias de folga extras dos atuais funcionários, elevando as despesas operacionais.
