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Economia

China responde por 25% de tudo o que o Brasil importa

Com compras no país asiático em alta, pequenos e médios negócios precisam focar em personalização e construção de marca para evitar guerra de preços e perda de margem

2 min

22/08/2026 09:00 • Atualizado há 64 dias

China responde por 25% de tudo o que o Brasil importa

A corrente de comércio entre Brasil e China atingiu novo patamar no primeiro semestre deste ano, somando US$ 38,5 bilhões em importações (alta de 8% em relação a 2025). Apenas em junho, as compras do gigante asiático avançaram 27,1% (US$ 7,8 bilhões), segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

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Com a China respondendo por cerca de 25% de tudo o que o país importa, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o acesso direto a fábricas chinesas deixou de ser exclusividade de grandes corporações. Contudo, a popularização das viagens e compras diretas por pequenas e médias empresas (PMEs) eliminou a vantagem puramente logística: quando todos compram na mesma fonte, importar deixa de ser um diferencial competitivo.

A armadilha da comoditização

Bruno Homero, CEO da DNVB Brands e idealizador da Missão Importação China — iniciativa que já conduziu mais de 420 empresários ao país asiático —, alerta para a perda de margem causada pela falta de estratégia. "O maior erro do empresário brasileiro não foi demorar para chegar à China. Foi achar que chegar já era o suficiente. Quando múltiplos negócios trazem os mesmos itens de catálogo sem personalização, o produto vira commodity. A empresa perde margem de lucro, poder de negociação e retenção de clientes."

Para o especialista, a solução exige encarar a indústria chinesa não apenas como um balcão de produtos baratos, mas como uma plataforma global de desenvolvimento de produto (P&D) e construção de marca (branding).

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Estratégia na prática: do catálogo à customização

Born Active (Home Fitness): Em vez de revender esteiras e acessórios padronizados, a marca redesenhou equipamentos compactos com foco no consumidor urbano brasileiro, investindo em design e embalagem proprietários. O resultado foi um faturamento de R$ 10 milhões, escapando da guerra de preços por centavos comum no setor.

Bralo (Utilidades e Pet): Focou no desenvolvimento de um portfólio sob medida para grandes canais de distribuição, alcançando R$ 3 milhões em receita e contratos fixos com redes varejistas do Distrito Federal.

A vantagem real não está mais no bilhete aéreo até Cantão ou Xangai, mas na capacidade de usar a infraestrutura fabril chinesa para criar produtos proprietários e marcas sustentáveis a longo prazo.

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