Como vão funcionar as compras no Paraguai entregues pelos Correios
Novo serviço dos Correios permite entrega de compras feitas em Ciudad del Este em qualquer endereço do país, com tributos calculados na hora

Os Correios passaram a entregar em todo o país compras feitas pela internet em lojas de Ciudad del Este, no Paraguai, por meio de um novo serviço terrestre que já está em vigor.
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Por enquanto, apenas duas empresas paraguaias aderiram à modalidade, que permite ao consumidor brasileiro comprar online e receber a encomenda diretamente em casa.
Como funciona o serviço
De acordo com os Correios, o lojista que vende a mercadoria em Ciudad del Este precisa levá-la até Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. De lá, o produto segue para o Centro Internacional dos Correios, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e depois é encaminhado para o endereço final em qualquer região do Brasil.
O superintendente dos Correios no Paraná, Rodilso de Moares, afirma que a estatal já operava com encomendas internacionais, mas concentradas no transporte aéreo.
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"A gente já tinha esse serviço para o mundo todo, mas através do modal aéreo. Agora oferecemos o modal terrestre justamente pela proximidade com esses países da América do Sul. O envio sai muito mais barato e é bem menos complexo do que o modal aéreo", afirma Rodilso.
Tributos e limites
Segundo os Correios, os tributos e o valor do frete são calculados na hora da compra, em dólares. Compras de até US$ 50 não pagam imposto de importação federal, mas o ICMS é cobrado conforme a alíquota de cada estado.
Para encomendas acima de US$ 50 e até US$ 3 mil, incide imposto de importação de 60% sobre o valor da compra, além do ICMS. O novo serviço aceita pacotes de até 30 quilos.
Impacto para consumidores e comércio local
Na avaliação do economista Hugo Meza, o modelo amplia a concorrência no varejo e pode beneficiar consumidores brasileiros.
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"Os pontos positivos: o consumidor vai ter mais opções de compra, talvez produtos melhores, com melhor qualidade e um preço mais competitivo", diz Meza.
Ele pondera, porém, que a ampliação da entrada de produtos importados pode pressionar empresas instaladas no Brasil que vendem itens semelhantes.
"Os pontos negativos [são] o produtor local, que talvez venda o mesmo produto e que de alguma forma não era ameaçado até então, e que agora passará a concorrer com essa entrada de produtos de fora. Teremos que ver no processo se valeu a pena ou não, mas o tempo dirá com certeza", afirma o economista.
Para os Correios, o uso do modal terrestre busca aproveitar a proximidade com os países vizinhos e reduzir custos logísticos, ampliando o acesso de consumidores brasileiros ao comércio eletrônico no Paraguai.
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