Cosméticos e vibradores lideram vendas em sex shops
Neste sábado (6), é celebrado o Dia do Sexo. A data comemorativa, que faz alusão à posição sexual 69, surgiu em 2008 por meio de uma campanha da marca de

Neste sábado (6), é celebrado o Dia do Sexo. A data comemorativa, que faz alusão à posição sexual 69, surgiu em 2008 por meio de uma campanha da marca de preservativos Olla e passou a pautar as ações comerciais do setor no país. Hoje, o mercado erótico também ocupa um espaço importante dentro da economia.
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A Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto (ABIPEA), em parceria com o portal Guia de Sex Shop, realizou o Censo ABIPEA 2026, estudo que revela que cosméticos íntimos e vibradores concentram 55,1% das preferências de consumo no mercado erótico brasileiro.
Vendas de cosméticos e vibradores disparam
O estudo recolheu respostas de 1.271 comerciantes em todas as regiões brasileiras. De acordo com o censo, os cosméticos íntimos ocupam o primeiro lugar na procura dos clientes, respondendo por 31,3% das menções, enquanto os vibradores totalizam 23,9% do volume de saídas nas lojas.
Os resultados demonstram a evolução das demandas de consumo. Os clientes deixaram de procurar itens voltados apenas para momentos pontuais de intimidade e passaram a priorizar mercadorias associadas ao conceito de sexual wellness, que engloba rotinas de autocuidado, saúde corporal e autoestima.
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Mulheres chefiam 78% dos empreendimentos
O levantamento também traçou a radiografia de quem atua no comércio erótico. Os números apontam que as mulheres respondem por 77,9% do comando dos negócios e iniciativas empresariais, consolidando a liderança feminina na atividade comercial adulta no país.
A faixa etária de 26 a 45 anos concentra 69,1% dos profissionais entrevistados. O setor exibe ritmo de investimento: 50,7% dos lojistas verificaram aumento no faturamento nos últimos meses e 64,7% afirmam que pretendem aplicar novos aportes financeiros ou expandir as operações durante 2026.
As micro e pequenas empresas predominam na cadeia do comércio adulto nacional. A pesquisa mostra que 49,6% dos estabelecimentos surgiram no intervalo recente entre 2021 e 2026, funcionando na maioria das vezes com estruturas enxutas, pontos de atendimento de até 50 metros quadrados e equipes reduzidas.
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Canais virtuais enfrentam bloqueios comerciais
A presença nos meios digitais orienta o modelo de negócio dos empresários. Cerca de 90% das lojas utilizam o WhatsApp como canal diário de atendimento e vendas, enquanto o Instagram desponta como principal espaço de divulgação para 48,5% dos estabelecimentos.
Apesar da concentração digital, as restrições publicitárias das plataformas impõem dificuldades operacionais aos comerciantes. O estudo aponta que 38,4% dos empreendedores relatam já ter sofrido bloqueios ou cancelamentos de contas nas redes sociais devido à exibição de catálogos de produtos eróticos.
A modernização do comércio eletrônico sustenta o ritmo de encomendas. Dados do Anuário Grandes Marcas do Mercado Erótico, publicado pelo portal Mercadoerotico.org, apontam a consolidação de sistemas especializados no varejo virtual privado, a exemplo da Livexa, empresa que ultrapassou 1,8 milhão de pedidos gerenciados em 2024.
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Tendências abrangem universo geek e sustentabilidade
O relatório setorial mapeou ainda a diversificação do portfólio das empresas brasileiras. A Garota Veneno investe na reformulação de lingeries voltadas para o conforto diário, enquanto companhias como a Imagination adotam programas de afiliação e vendas sem estoque físico direto para pequenos revendedores.
Comunidades de games e literatura fantástica estimulam novas frentes industriais, nicho em que a empresa Monster D atua com a produção própria em silicone platina de masturbadores, dildos e plugs temáticos. A preocupação ambiental e sanitária impulsiona fornecedores como a multinacional Blush, que introduziu no país artigos produzidos com plásticos de origem vegetal e validações laboratoriais independentes, enquanto marcas como a Nuru Brasil exploram kits direcionados a rituais a dois.
A presidente da ABIPEA, Paula Aguiar, avalia as mudanças estruturais identificadas pelo censo:
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"O mercado erótico está vivendo uma transformação que vai muito além do produto. Estamos falando de um consumidor mais informado, de empreendedores mais profissionalizados e de uma indústria que cada vez mais se aproxima do conceito de sexual wellness", destaca.
