Dia da Mentira: 5 mitos dos marketplaces que podem travar as suas vendas
Crescimento do social commerce muda comportamento de consumo e pressiona marcas a rever estratégias

No embalo do Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, especialistas do mercado digital apontam que algumas premissas consolidadas sobre marketplaces podem estar desatualizadas diante do avanço do chamado discovery commerce. A expansão do TikTok Shop no Brasil tem evidenciado mudanças na forma como consumidores descobrem e compram produtos online.
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Segundo estimativas do setor, a plataforma já movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão no país em menos de um ano de operação. O dado mais relevante, porém, está no comportamento do usuário: três em cada quatro consumidores afirmam ter realizado compras após visualizar produtos na plataforma, indicando uma mudança na jornada de consumo.
Tradicionalmente, marketplaces como Amazon, Mercado Livre e Shopee estruturaram suas operações com base em busca ativa, comparação de preços e intenção de compra. No ambiente de redes sociais, essa lógica passa a ser invertida: o consumo surge a partir do conteúdo e da descoberta.
Para Guilherme Freire, CEO da Dolado, o principal erro das marcas é replicar estratégias tradicionais em um ambiente que exige outra dinâmica. “Tratar o TikTok Shop como apenas mais um marketplace tende a limitar resultados”, avalia.
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Entre os pontos que vêm sendo questionados no setor, destacam-se cinco ideias consideradas ultrapassadas diante do novo cenário:
A primeira delas é a noção de que marketplaces funcionam apenas como canais de busca. No modelo impulsionado por redes sociais, a compra passa a ocorrer a partir de estímulos no feed, e não necessariamente de uma pesquisa ativa do consumidor.
Outro ponto é a crença de que o conteúdo tem apenas papel institucional. No social commerce, vídeos curtos acumulam funções de vitrine, demonstração e conversão, muitas vezes em poucos segundos, o que exige produção contínua e foco em desempenho.
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Também perde força a ideia de que a compra online é essencialmente racional. Fatores como identificação, contexto cultural e entretenimento ganham peso, ampliando a influência de decisões impulsivas.
A lógica operacional também muda. Diferentemente dos marketplaces tradicionais, em que a página de produto é central, plataformas como o TikTok Shop dependem fortemente da atuação de criadores de conteúdo como intermediários de venda. Dados do setor indicam que a maioria dos consumidores descobre produtos por meio desses influenciadores.
Por fim, especialistas apontam que a operação logística precisa acompanhar a volatilidade do novo modelo. Picos de demanda podem surgir rapidamente a partir de um único vídeo viral, exigindo estoques preparados e agilidade na entrega para evitar impactos na reputação das marcas.
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O avanço do social commerce indica uma transição no comércio eletrônico, na qual entretenimento e consumo se tornam cada vez mais integrados. Para empresas, o desafio passa a ser adaptar não apenas a estratégia de vendas, mas toda a lógica de presença digital.
