EUA reduzem tarifas para importar mais carne e aliviam mercado
Governo de Donald Trump libera cota extra de 300 mil toneladas com alíquota de 1% para conter inflação de alimentos no país

O governo dos Estados Unidos decidiu ampliar a importação de carne bovina e aplicar tarifa reduzida para conter a alta nos preços dos alimentos no mercado interno. O anúncio feito pelo presidente Donald Trump estabelece uma cota emergencial de 300 mil toneladas com alíquota de importação fixada em 1% durante o período de 90 dias.
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O Brasil figura entre os fornecedores globais que podem ser beneficiados pela nova cotação. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que acompanha os desdobramentos da decisão comercial, embora ainda avalie a dimensão real do ganho para os frigoríficos brasileiros.
Volume de importações e concorrência
As empresas brasileiras vendem aproximadamente 300 mil toneladas por ano aos Estados Unidos, sendo 60 mil toneladas enquadradas no regime de tarifa reduzida. Com a nova janela de 90 dias, os exportadores nacionais passam a disputar o lote adicional de 300 mil toneladas com concorrentes da América do Sul, como Argentina e Uruguai.
Segundo a análise de Juliana Rosa, a abertura temporária representa uma oportunidade para o agronegócio do Brasil expandir embarques, mas a captura desse volume dependerá da competitividade frente aos vizinhos sul-americanos.
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Subvenção aos combustíveis no Brasil
A preocupação com o impacto da inflação também mobiliza a equipe econômica do governo federal em Brasília. O programa governamental concede um subsídio direto de R$ 0,44 por litro de gasolina para evitar o repasse integral das oscilações do barril de petróleo no mercado internacional. Esse mecanismo gera um custo mensal de R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. No caso do óleo diesel, o desconto concedido às distribuidoras chega a R$ 1,12 por litro. O impacto financeiro dessa subvenção atinge R$ 5,1 bilhões por mês para o Tesouro Nacional.
O governo federal sustenta que o crescimento na arrecadação com royalties e tributos do setor petrolífero cobre os subsídios. Juliana Rosa ressalta que economistas questionam o equilíbrio dessa conta e a eficácia de manter desonerações para a gasolina, combustível consumido predominantemente por faixas de maior renda.
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