Com enxurrada de fake news, Pix nunca atraiu tanto interesse dos brasileiros
Desinformação sobre suposta taxação do recurso levou muitas pessoas ao Google

Desde a criação em novembro de 2020, o Pix não havia atraído tanto interesse de buscas como no início de 2025. Em meio à uma campanha de fake news que tenta criar a narrativa de que o recurso de transferência bancária gratuita passará a ser taxado, os brasileiros recorrem ao Google para entender o que está acontecendo e tirar dúvidas sobre o recurso.
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A onda de desinformação fez com que o Governo Federal decidisse por revogar as novas regras de fiscalização da Receita Federal para as transações via Pix.
O volume de buscas em janeiro já supera o dobro do pico anterior de interesse, em 2022, quando, na ocasião, surgiu o primeiro boato de que uma nova taxa seria criada. O interesse agora também é quatro vezes maior de quando o Pix surgiu pela primeira vez na rotina de pagamentos dos brasileiros. Veja:

Notícias falsas se espalharam depois que passaram a valer novas regras para fiscalização de transferências Pix, agora no início do ano. A principal mudança foi no monitoramento de transações financeiras. Há anos a regra já vale para bancos tradicionais e cooperativas de crédito, mas agora também chega às operadoras de cartão de crédito e instituições de pagamento, como bancos digitais e operadoras de carteiras virtuais.
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Agora, as transferências que somam cinco mil reais por mês, para pessoas físicas, ou quinze mil reais por mês para pessoas jurídicas devem ser informadas à Receita Federal.
A fiscalização respeita leis de sigilo bancário e fiscal e busca atuar no combate à sonegação e até mesmo crimes, como: tráfico de drogas, contrabando e pirataria.
A história foi tão longe que:
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- A Receita Federal emitiu um comunicado para desmentir a cobrança de novos impostos.
- A Febraban teve que divulgar uma nota em que é categórica: Pix continua gratuito e sem qualquer mudança para clientes.
- Governo Federal prepara uma campanha publicitária para combater a onda de fake news.
No Google, maior plataforma de busca do mundo, as perguntas em torno deste tema, em ascensão, são:

E o esforço de combate às notícias falsas não é à toa. O Brasil lidera o interesse de buscas por Fake News. Veja no mapa:

