Economia

Fim da escala 6x1 gera preocupação no setor de supermercados

A proposta de emenda à Constituição que visa acabar com a escala 6x1 é recebida com grande preocupação pelos setores de comércio e supermercados,

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31/08/2026 11:45 • Atualizado há 22 horas

Fim da escala 6x1 gera preocupação no setor de supermercados

A proposta de emenda à Constituição que visa acabar com a escala 6x1 é recebida com grande preocupação pelos setores de comércio e supermercados, principalmente devido ao engessamento das jornadas de trabalho. Erlon Ortega, presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), aponta em entrevista à BandNews TV que o modelo de jornada reduzida sem alternativas flexíveis prejudica diretamente a montagem de escalas e dificulta ainda mais as contratações no estado de São Paulo.

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O cenário econômico e operacional do setor enfrenta desafios severos com a possibilidade de mudanças regulatórias rígidas. Atualmente, existe um déficit de 35.001 vagas abertas no estado de São Paulo que o segmento não consegue preencher, e essa escassez de mão de obra se agrava consideravelmente com exigências mais restritivas impostas aos empregadores.

Impacto nos pequenos negócios e custos

Os pequenos e médios supermercados, que compõem a esmagadora maioria das 27.000 lojas espalhadas pelo estado de São Paulo, figuram como os mais impactados pela medida. Enquanto grandes redes possuem maior capacidade de absorver mudanças regulatórias, os pequenos empreendedores correm sérios riscos de viabilidade, enfrentando a possibilidade real de fechar unidades ou reduzir horários de funcionamento, o que pode concentrar o mercado nas mãos de grandes corporações.

A discussão central evidencia o embate entre a rigidez das regras de jornada e a necessidade de adaptação a diferentes setores econômicos, como comércio, indústria e serviços. Especialistas e representantes do setor defendem a liberdade de escolha para quem deseja jornadas compactas ou horários flexíveis, argumentando que os setores produtivos e os trabalhadores formam um bloco único voltado à produtividade. O foco principal recai sobre a necessidade de aumentar a eficiência antes de diminuir as horas trabalhadas, evitando o encarecimento do custo de vida e o repasse de aumentos de preços para o consumidor final.

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Além disso, a limitação excessiva das horas trabalhadas traz o risco de incentivar a busca por complementação de renda na informalidade e o surgimento de "bicos" por parte dos trabalhadores. Diante disso, há uma forte defesa por modelos mais modernos de trabalho, como a jornada livre e a contratação por hora, capazes de atender tanto às aspirações dos jovens por flexibilidade quanto às necessidades das pessoas com 50 anos ou mais.

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