Economia

Fusões e aquisições no setor imobiliário disparam 43,5% no 1º semestre

O mercado de fusões e aquisições (M&A) no setor imobiliário brasileiro movimentou R$ 12 bilhões no primeiro semestre deste ano. O montante representa um

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13/09/2026 09:00 • Atualizado há 1 dia

Fusões e aquisições no setor imobiliário disparam 43,5% no 1º semestre

O mercado de fusões e aquisições (M&A) no setor imobiliário brasileiro movimentou R$ 12 bilhões no primeiro semestre deste ano. O montante representa um crescimento de 43,5% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o volume financeiro atingiu R$ 8,66 bilhões. Os dados constam em estudo trimestral elaborado pela consultoria KPMG com 11 setores da economia.

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Em número de operações, foram fechadas 87 transações entre janeiro e junho — avanço de 6,1% frente aos 82 negócios formalizados na primeira metade do ano anterior. Desse volume, 11 acordos contaram com a participação direta de fundos de private equity e venture capital.

Segmentos mais ativos

O levantamento mapeou o fechamento de acordos em diferentes nichos da cadeia imobiliária:

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  • Edifícios corporativos e residenciais: 36 transações
  • Armazéns e galpões logísticos: 18 transações
  • Shoppings, parques e varejo: 16 transações
  • Hotéis e hospedagem: 6 transações
  • Construção: 5 transações
  • Incorporadoras: 3 transações
  • Proptechs (startups do setor): 3 transações

Busca por resiliência e renda

De acordo com o sócio-líder de Real Estate da KPMG no Brasil e América do Sul, Juan Diaz, o movimento confirma um perfil institucional mais criterioso na alocação de recursos.

"As operações recentes reforçam a seletividade do mercado imobiliário institucional brasileiro, com maior apetite por ativos logísticos e de varejo dominantes, estabilizados, com escala relevante e elevada previsibilidade de geração de renda. Em um ambiente ainda marcado pela busca por qualidade e resiliência, os investidores têm priorizado ativos prime, com baixa vacância, contratos robustos e potencial de preservação ou crescimento dos dividendos, enquanto os vendedores utilizam essas transações como instrumento de reciclagem de capital, desalavancagem e otimização de portfólio", explica Diaz.

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