Economia

Juliana Rosa: renda média bate recorde, mas desigualdade volta a crescer

IBGE aponta que os 10% mais ricos concentram 40% da renda total do país; ganhos dos mais pobres ficaram abaixo dos dos mais ricos

1 min

08/05/2026 20:30 • Atualizado há 169 dias

Juliana Rosa: renda média bate recorde, mas desigualdade volta a crescer

A renda média do brasileiro atingiu recorde histórico em 2025, segundo o IBGE, mas a desigualdade voltou a crescer no mesmo período. Os dados mostram que, apesar do avanço geral, os ganhos dos mais ricos cresceram em ritmo maior do que os dos mais pobres.

Continua depois da publicidade

O instituto calcula a renda de duas formas. A primeira considera apenas quem tem algum tipo de rendimento – seja de trabalho ou de aposentadoria – e chegou a R$ 3.367 mensais em 2025. A segunda divide a renda total de um domicílio pelo número de moradores, incluindo crianças e outros que não têm renda própria. Nesse critério, o valor ficou em R$ 2.264, este sendo o indicador considerado pelos especialistas como o mais preciso para medir o bem-estar da população.

Mesmo em alta, a renda domiciliar per capita ainda é insuficiente para cobrir despesas básicas em um cenário de alto endividamento das famílias. Cerca de 75% da renda tem origem no trabalho; o restante vem de aposentadorias e programas sociais.

A desigualdade, no entanto, avançou. Os 10% mais pobres receberam, em média, R$ 268 por mês, enquanto os 10% mais ricos ficaram com R$ 9 mil — concentrando 40% de toda a renda do país. Segundo especialistas, a disparidade é estrutural e persistente, porque ricos e pobres não têm as mesmas oportunidades de desenvolvimento.

Tópicos relacionados

Juliana Rosa: renda média bate recorde, mas desigualdade volta a crescer