'Ajuste gradual': como governo quer equilibrar contas sem cortar benefícios
Apesar de sinalizar algumas intenções, mercado ainda aguarda definições do governo sobre comando da pasta
O governo federal prepara um ajuste fiscal gradual para tentar equilibrar as contas públicas e conter o avanço da dívida, que já atinge 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). A equipe econômica, porém, ainda não detalhou medidas concretas que serão implementadas para alcançar a consolidação fiscal sem abrir mão dos compromissos sociais assumidos na campanha.
Continua depois da publicidade
O Ministério da Fazenda destacou que a readequação das finanças será feita de forma progressiva, preservando a população de menor renda e buscando maior progressividade no sistema tributário. O desafio central reside em conciliar o cumprimento das promessas eleitorais com a melhora sustentável das contas públicas.
Incertezas na condução econômica
Enquanto o Executivo não formaliza o plano de ação, o mercado financeiro aguarda sinais mais nítidos sobre a política econômica. Entre os pontos de atenção está a definição do comando do Ministério da Fazenda para o próximo ciclo.
Nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), figuram entre os cotados para chefiar a pasta econômica.
Continua depois da publicidade
Entrada em vigor do "Imposto do Pecado"
Além das discussões orçamentárias, o governo terá de enfrentar a pressão de setores produtivos com o início da cobrança do Imposto Seletivo, previsto para fevereiro.
Criado no bojo da Reforma Tributária e apelidado de "imposto do pecado", o tributo incidirá sobre bens e mercadorias classificados como prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A nova taxação atingirá itens como:
- Cigarros e bebidas alcoólicas;
- Bebidas açucaradas, como refrigerantes;
- Minérios, incluindo ferro e alumínio;
- Veículos.
A entrada em vigor da nova alíquota gera expectativa quanto ao impacto nos preços ao consumidor e à reação dos segmentos industriais afetados.
