IPCA-15 sobe 0,32% em outubro ante alta de 0,70% em setembro
Com o resultado anunciado divulgado nesta sexta, o IPCA-15 acumulou um aumento de 4,15% no ano

Agência Brasil
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,32% em outubro, após ter subido 0,70% em setembro, informou nesta sexta-feira, 23, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O resultado ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,37%, com teto de avanço de 0,50% e mediana positiva de 0,44%.
Com o resultado anunciado divulgado nesta sexta, o IPCA-15 acumulou um aumento de 4,15% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 4,62%, abaixo da mediana das projeções (4,74%), com estimativas quem iam de 4,47% a 4,81%.
Preocupações com teto da meta
Apesar de mostrar uma desaleração do índice, o resultado ainda gera perocupaçãoem setores da economia. "Tivemos um resultado abaixo do esperado no mês, com alta de 0,32%, enquanto nossa projeção era de 0,40%. Apesar do número menor em outubro, a inflação segue com um quadro qualitativamente preocupante. com destaque para a pressão em alimentação, que registrou alta de 0,88%.
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A inflação de alimentos está disseminada entre diferentes itens, refletindo questões de oferta e pressões associadas ao El Niño. Em habitação, houve queda de 0,10% no mês, em função da aplicação da bandeira tarifária verde na energia elétrica, que contribuiu para aliviar o grupo.
Nos demais grupos, a principal surpresa foi em transportes, com reajustes do transporte público abaixo do esperado. De maneira geral, a distribuição dos preços ficou dentro do previsto", ressalta Carlos Lopes, economista do BV. Ele reforça que o quadro em geral para o mês é positivo, uma vez que o índice veio abaixo do esperado, mas que ainda é possível observar uma pressão inflacionária persistente.
"Os principais grupos de preços livres, mais sensíveis às condições da atividade econômica, continuam apresentando inflação pressionada. Além disso, o comportamento dos preços nos últimos três meses é pior do que o observado no acumulado de 12 meses, o que reforça a necessidade de atenção ao cenário inflacionário", frisa o especialista.
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*Com informações da Agência Estado
