Macroeconomia

Pontos positivos e desafios: Durigan fala sobre o que tratou em reunião com Lula

Ministro da Fazenda afirmou que medidas econômicas especifícas não foram tratadas; "não é o momento", disse

2 min

05/11/2026 17:02 • Atualizado há 1 hora

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou sobre a reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), economistas e ex-ministros sobre a atual situação econômica do país nesta quinta-feira (5).

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Segundo ele, medidas específicas não foram tratadas na reunião e deve ser abordadas quando Lula voltar de viagem, na próxima semana. Nos próximos dias, o presidente viaja para a Turquia, para participar da COP31, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas.

Segundo o titular da Fazenda, entre os pontos positivos da economia brasileira estão o desemprego em baixa e a inflação sob controle, "mas que passa por desafios".

Durigan citou a taxa de juros do Brasil como um dos "desafios" da equipe econômica.

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A taxa de juros é um desafio que nós temos, o cenário internacional com a guerra, a pressão sobre combustíveis é um outro tema bastante explorado e o quanto isso pode impactar o custo de vida das pessoas

Ele relatou ainda que há "necessidade de ter uma agenda resoluta e bastante clara para o futuro". "Vamos terminar com método e previsibilidade e ainda com escuta de diferentes setores. E vamos apresentar para o presidente no retorno da viagem dele", disse.

Ministro da Fazenda fala sobre crise no Paraguai

Diante de um crise financeira que atingiu o Ueno Bank, um banco digital do Paraguai, que foi dissolvido pelo Banco Central do país, Durigan foi questionado sobre o posicionamento do Brasil.

Nesta quinta, o presidente do país, Santiago Peña, renunciou diante do escândalo. Durigan afirmou que soube da renúncia após o almoço com o presidente e deve voltar a falar com ele sobre a situação do país.

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"Tenho agora uma conversa com o meu assessor internacional, vou me aprofundar nesse tema", disse.

O Ministério Público do Paraguai revelou que o Ueno Bank maquiou a venda de uma carteira de créditos avaliada em US$ 74,4 milhões. Segundo os investigadores, a transação envolvendo empresas ligadas à própria instituição financeira foi financiada com recursos originados do próprio banco. Executivos do banco já foram presos, segundo jornais locais, e a investigação em torno do banco continua.

Paralelamente às denúncias, a autoridade monetária do país decretou o encerramento das operações e o fechamento das agências físicas da instituição.

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A medida atinge diretamente os cerca de 3 milhões de clientes cadastrados na fintech, volume que representa cerca de 60% da população adulta do Paraguai.

O BC do país informou que os depósitos estão garantidos até o limite de aproximadamente US$ 38 mil (cerca de R$ 208,5 mil) por correntista. Apesar do comunicado, clientes do banco enfrentaram portas fechadas e falta de atendimento presencial nas unidades nesta terça-feira.