Marcopolo aponta diferentes caminhos para o futuro da descarbonização
A mobilidade não vai ser apenas elétrica: será multitecnológica

A discussão sobre mobilidade sustentável, que antes era associada basicamente à eletrificação, passou a apresentar respostas mais diversas nos últimos anos. A experiência observada em diferentes mercados, demonstra que não existe uma única tecnologia capaz de atender todas as operações de forma uniforme.
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Durante a Lat.Bus 2026, a Marcopolo levou ao seu estande soluções para diferentes caminhos, mostrando na prática que a transição energética é um desafio global complexo, mas que a empresa já desenvolveu soluções aderentes às distintas realidades operacionais. Presente nos sete continentes, a Marcopolo se posicionou como uma fabricante alinhada ao futuro, integrando múltiplas soluções.
A estratégia multitecnologia pode ser observada, inclusive, em projetos atualmente desenvolvidos pela companhia. Nos três dias da Lat.Bus 2026, que aconteceu em São Paulo, a Marcopolo também liderou debates e fóruns no maior estande do evento. Ricardo Portolan, diretor comercial e de marketing da Marcopolo, ressaltou que sustentabilidade ambiental e a viabilidade econômica precisam caminhar juntas:
" No palco montado em nosso estande, nós promovemos muitas discussões por meio de fóruns relacionados à descarbonização. Inclusive levamos ao estande três soluções já comercializáveis que estão em sintonia com o tema de uma maneira bastante ativa. E não só na questão da descarbonização, mas levando em consideração a viabilidade econômica para que essas tecnologias sejam introduzidas no país e no mundo", reforça o executivo.
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Com sua solução 100% elétrica, o Attivi Integral representa a aposta da Marcopolo em operações urbanas que já possuem condições adequadas para avançar na eletrificação. O modelo foi desenvolvido integralmente pela empresa e incorpora a experiência em operações reais de transporte de passageiros.
Já o Volare Attack 10 Híbrido busca responder a um desafio diferente: ampliar a adoção da eletrificação em operações que exigem elevada autonomia e disponibilidade. Por meio de um sistema de tração elétrica combinado com geração de energia a etanol, o veículo foi projetado para aplicações de longa utilização diária, como fretamento, operações industriais e agronegócio.
Outra alternativa está representada pelo Fly 10 GV, desenvolvido para aplicações com GNV e biometano. A proposta utiliza uma infraestrutura já disponível em diversas regiões e oferece uma rota adicional para redução de emissões.
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Uma das principais mudanças observadas atualmente no setor é o reconhecimento de que não existe uma única tecnologia capaz de atender a todas as demandas.
Cada vez mais, operadores, fabricantes e especialistas reconhecem que a mobilidade sustentável dependerá da convivência entre diferentes propulsões. E neste contexto o Brasil larga na frente: poucos mercados reúnem tantas alternativas quanto o nosso país. Além de possuir uma matriz energética predominantemente renovável, o Brasil também apresenta forte presença de biocombustíveis, expansão da oferta de biometano e crescimento da infraestrutura relacionada ao gás natural. Essa diversidade cria condições favoráveis para uma abordagem multitecnologia.
Empresas capazes de compreender a diversidade dos desafios enfrentados pelos sistemas de transporte e desenvolver alternativas compatíveis com diferentes realidades tendem a desempenhar um papel relevante na transformação da mobilidade. Para a Marcopolo, essa é justamente a lógica por trás de sua estratégia multitecnologia, define Ricardo Portolan: "Durante a Lat.Bus 2026 a Marcopolo mostrou que não estávamos apenas participando de uma feira, mas realmente construindo o futuro da mobilidade, com muito orgulho e satisfação".
