B3 amplia Mercado a Termo com 164 novos ativos entre FIIs e BDRs
Iniciativa adiciona 99 Fundos Imobiliários e 65 BDRs não patrocinados à modalidade, que já movimentou mais de R$ 12 bilhões em 2026

A B3 expandiu a lista de ativos elegíveis para negociação no Mercado a Termo, liberando 164 novas opções — sendo 99 Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e 65 BDRs Não Patrocinados. A medida representa um salto expressivo na oferta da modalidade, que antes contava com apenas 20 FIIs e 14 BDRs desse tipo autorizados.
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Neste ano, o volume de ativos somou mais de R$ 12 bilhões acumulados nos 7 meses, com ticket médio de R$ 189 mil por operação. Em 2025, foram R$ 22,9 bilhões transacionados. De acordo com a B3, os investidores institucionais concentram 73% do volume, enquanto pessoas físicas representam 17%. Além dos novos ativos, a plataforma já opera com ações, units, ETFs e BDRs Patrocinados.
Destaques entre os novos ativos
BDRs globais: Berkshire Hathaway (BERK34), Coca-Cola (COCA34), Disney (DISB34), Goldman Sachs (GSGI34), JP Morgan Chase (JPMC34), Micron Technology (MUTC34), Oracle (ORCL34), Palantir Technologies (P2LT34), Taiwan Semiconductor (TSMC34) e Visa (VISA34).
Fundos Imobiliários: BRCO11 (Bresco), GGRC11 (Zagros Capital), GSFI11 (Capitânia), IRIM11 (Iridium), KNSC11 (Kinea), MCCI11 (Mauá Capital) e PMLL11 (Patria).
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A listagem completa pode ser consultada diretamente nas páginas de Termo de BDRs e Termo de FIIs no site da B3.
Estratégia e liquidez
Segundo Renato Munhoz, gerente de produtos de Equities da B3, a iniciativa busca ampliar as ferramentas de planejamento do investidor. "A entrada de novos FIIs e BDRs traz ainda mais alternativas de exposição ao mercado imobiliário e internacional, utilizando uma modalidade que permite combinar diferentes horizontes e estratégias — seja para visão direcional, proteção (hedge) ou gestão de caixa."
Como funciona o Mercado a Termo
Ao contrário do mercado à vista, onde a liquidação financeira ocorre em D+2 (dois dias úteis), a operação a termo permite que comprador e vendedor combinem previamente o preço do ativo para liquidação integral em uma data futura definida. Essa dinâmica viabiliza a execução de travas de preço, estratégias de financiamento e operações combinadas com derivativos (como Opções e Futuros).
